quinta-feira, 25 de março de 2021

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Mapa do Steve Vai

 Mapa do Steve Vai



Steven Siro Vai, mais conhecido por Steve Vai (Carle Place, Nova Iorque, 6 de junho de 1960) é um guitarrista, compositor e produtor musical estadunidense. Conhecido por ser um guitarrista virtuoso, Steve Vai é creditado como o criador de uma técnica de tocar guitarra chamada "Joint shifting", além de ser considerado pela crítica e pelo público como um dos melhores guitarristas do mundo.

Em outubro de 2012, a revista Guitar World abriu uma votação entre seus leitores para elencar os 50 guitarristas mais rápidos da história. Steve ficou na 4a posição.

Detentor de 3 prêmios Grammy (o primeiro foi recebido em 1994), além de inúmeras indicações ao mesmo prêmio, em 18 setembro de 2009, Vai recebeu do Musicians Institute (MI) o título de doutor em música.(fonte: Wikipedia).

Vai é workaholic:

- Além da própria carreira solo, ele tocou ou gravou com vários artistas, como Frank Zappa, David Lee Roth, Whitesnake e Ozzy Osbourne;

- Faz excursões pelo mundo dando aulas (masterclasses) de guitarra;

- Também projetou diversos modelos inovadores de guitarra;

- Tornou-se criador de abelhas.

Essa entrega ao trabalho é indicada nesse mapa natal por Júpiter cravado no Meio do Céu e na cúspide da Casa 10 em Capricórnio ("ainda não está bom o bastante") e Saturno domiciliado ali ("o trabalho ainda não acabou"). Como ambos os planetas estão retrógrados, a tendência é colocar ainda mais empenho nas atividades, aproveitando a energia extra de Marte domiciliado em Áries na Casa 1.

A Casa 5, dos prazeres, criatividade e do legado que deixamos para o mundo, abre em Leão, cujo regente, o Sol, está conjunto à estrela Rigel. De acordo com Vivian Robson (The Fixed Stars and Constellations in Astrology), essa estrela promete benevolência, honra, riqueza, felicidade, glória, renome, talento e habilidade inventiva ou mecânica.

Casado desde os anos 1990 e com dois filhos, fora do palco Vai é discreto e low profile, talvez devido à sua Lua na Via Combusta - que pode significar insegurança emocional ou timidez - ou talvez porque o regente da Casa 7 (casamentos, parcerias) seja uma Vênus peregrina e combusta em uma casa cadente, literalmente trazendo ofuscamento aos assuntos dessa casa.

Com Mercúrio (raciocínio, dedos, mãos, braços) peregrino em Câncer, mas angular e próximo à cúspide da Casa 4, existe ali o potencial para alguém intuitivo, criativo e rápido com uma guitarra nas mãos. 

E a Parte da Fortuna está em Escorpião na Casa 8: a casa do dinheiro dos outros (fãs, clientes) é regida por Marte, que também rege a Casa 1 e está na Casa 1: o dinheiro dos outros vai (sem trocadilho) para Steve. A Casa 8 também é a Casa 11 do Júpiter no Meio do Céu, reforçando a promessa de que o trabalho será bem recompensado.

Que bom para o mundo do Rock que Steve fez bom uso dos recursos prometidos pelos astros!

Finalizamos com o link para I'm The Hell Outta Here (https://www.youtube.com/watch?v=5Ok5Ayg4FfM).

Valeu pela companhia, e até a próxima postagem!

Ana K. & Cao


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Julho: mês do Rock N'Roll!

Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock! Pra comemorar, a Astrologia do Rock vai postar um texto astrológico e uma música com ‘Rock’n’Roll’ no título, todo dia, até essa data, inspirada pelo show Live Aid (13/7/1985), quando grandes nomes do Rock se apresentaram em Londres, Filadélfia, Austrália e Japão, para arrecadar doações para famílias pobres na Etiópia, e a transmissão dos shows foi vista por mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo.

Vem com a gente!




Textos na nossa conta do Instagram: @astrologiadorock e na nossa FanPage no FB: www.facebook.com/astrologiadorock

Nos encontramos lá!

Ana K. e Claudinei Dias

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Previsões de Ano Novo


Pelo menos desde 2000 a.C., na Mesopotâmia, o primeiro avistamento da Lua após o solstício de primavera marcava o início de um novo ano e durante doze dias era realizado o festival Akitu ou Zagmug, em que era recitado e encenado o Enuma Elish – o mito da criação do mundo – trazendo a revisão da batalha entre o caos e a ordem, as lutas cotidianas (e de sempre) e a esperança de renovação e de dias melhores à frente. Os deuses se reuniam e decidiam o destino dos seres humanos para aquele novo ano, e cabia aos estudiosos da vontade divina – principalmente aos astrólogos – interpretar a intenção dos deuses e orientar o rei sobre como melhor cuidar do reino e do povo.

Quatro mil anos depois, ao início de cada novo ano, continuamos fazendo a revisão do que ficou para trás e com a esperança de dias melhores. Felizmente, também temos os astrólogos para interpretar a mensagem dos céus e nos prepararmos para o que vem à frente.

Sempre é hora de começar um novo ano, um novo projeto, uma nova etapa. Consulte um astrólogo, e construa seu FELIZ ANO NOVO!



quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Mapa do Keith Richards



A Lua (popularidade) de Richards está conjunta ao Meio do Céu (ponto mais alto na esfera celeste): se nos últimos 60 anos você estava vivendo em uma caverna no Himalaia, ou em animação suspensa, ou foi abduzido por ETs e estava fora do planeta Terra, não ouviu falar dos Rolling Stones e não sabe quem é Keith Richards, saiba então que ele foi eleito pela revista Rolling Stone o quarto melhor guitarrista da história do Rock e teve 14 músicas, escritas em parceria com Mick Jagger, que entraram na lista (dessa mesma revista) das 500 maiores canções de todos os tempos. O sujeito é um dos pilares da formação do Rock’N’Roll e autor de riffs inconfundíveis.

Richards nasceu em 18 de dezembro de 1943 em Dartford, Kent, Inglaterra. Filho único, ganhou um velho violão do seu avô Gus quando era criança e passou a se interessar por música. Mas o pai não apoiava a inclinação musical do pequeno Keith. Aliás, quando seus pais se separaram, Keith passou 20 anos sem se relacionar com o pai. No seu mapa natal, Saturno – significador do pai, de pessoas mais velhas e de autoridades, e regente da Casa IV (que representa o pai) – está na maléfica Casa VII, e a Parte (ou Lote) Árabe do Pai a 22° de Touro, disposta por Vênus em detrimento em Escorpião: as coisas nunca seriam fáceis entre Richards pai e Richards filho.

Na infância, Richards era vizinho de Mick Jagger, a quem reencontrou em um trem, na época da faculdade, e ali descobriram no Blues um interesse em comum. Keith entrou para a banda onde Mick cantava, as coisas foram se movimentando e ele largou a faculdade de arte para se dedicar integralmente à música, e formaram The Rolling Stones. A técnica helenística de Direção por Termos mostra que era o período de Júpiter no mapa de Richards: Júpiter está na Casa X (trabalho, carreira, visibilidade na sociedade) e rege as Casas II (money!) e V (expressão criativa): I know, it’s only Rock’N’Roll, but I like it!

Jagger é a cara e a voz dos Stones, mas muitos consideram Richards como o verdadeiro líder da banda, apesar dele próprio se achar “apenas o cara que azeita as engrenagens” para as coisas fluírem.

Todos o conhecem como um grande guitarrista e letrista, mas nem todos sabem que é um produtor musical dos bons, desde os anos 60.

Ganhou fama de maluco e de drogado, e nunca mais se livrou dela. Vícios são representados pela Casa XII, que está em Libra, com seu regente Vênus na Casa I (forte e em destaque), mas em detrimento (péssima qualidade). Seu jeito excêntrico (maluco e irreverente) serviu de inspiração para Johnny Depp criar o pirata (capitão!) Jack Sparrow, da franquia Piratas do Caribe, e Richards chegou a participar de alguns dos filmes como o pirata capitão Edward Teague, pai de Sparrow, que não o via há muito tempo; a vida imita a arte...

Já deu para ver que o cara é daqueles inesquecíveis, né? Então vamos finalizar o post com alguma das muitas músicas excelentes dos Stones. Escolha difícil, mas vai aí um dos hinos da garotada nos anos 1960, com típicos riffs de Richard, e que continua atual: Satisfaction (https://www.youtube.com/watch?v=nrIPxlFzDi0).


Gratidão pela companhia, e até a próxima!

Cao (Claudinèi Dìas)

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Mapa do Freddy Mercury - versão 2.0

Se alguém dissesse a você que a voz mais bonita e versátil do Rock é de Farrokh Bulsara - ou Pharōkh Balsārā, em Gujarat, a língua nativa de seus pais - nascido em Zanzibar (Tanzânia) em 5 de setembro de 1946, às 06:30, filho de pais indianos, provavelmente a sua reação seria: "Quem?".

Na verdade, você quase acertou: a resposta certa seria "Queen", ou melhor Freddie Mercury, cidadão britânico, pois em 1946 tanto a Tanzânia quanto a Índia pertenciam ao Império Britânico (http://www.freddie.ru/e/bio/ e http://en.wikipedia.org/wiki/Freddie_Mercury).

Grande vocalista, compositor e sensacional showman, Freddie tinha performances teatrais, dramáticas, provocativas e magnéticas nas apresentações do Queen ao vivo, que arrebatavam a audiência. Quem presenciou os shows do Queen sabe como era difícil tirar os olhos do tio Farrokh correndo, dançando, pulando, interagindo com a plateia e soltando aquele baita vozeirão.

Longe dos palcos e holofotes, porém, Freddie era descrito como tímido e retraído, principalmente com pessoas que não conhecia bem, e dava poucas entrevistas. Como pode?

O mapa* de Freddie nos ajuda a entender isso:






1) O Ascendente e o Sol em Virgem, dispostos por Mercúrio muito dignificado (domiciliado, exaltado, nos seus próprios termos e em júbilo) também em Virgem na primeira Casa ressaltam o lado metódico, atento a detalhes, perfeccionista, exigente e sensível a críticas, e também tímido ou reservado.

Esse perfeccionismo pode ser visto na música mais famosa do Queen, "Bohemian Rhapsody": uma música de estrutura complexa, com mudanças e quebras de ritmo, considerada uma opereta de rock, mas acima de tudo com Freddie tocando o piano, como tocou em várias outras músicas, pois aprendera piano quando criança, com um talento testemunhado por muitos. Mas Freddie duvidava da própria competência para tocar perfeitamente o piano sem esquecer alguma nota, e assim foi progressivamente deixando o instrumento de lado em apresentações posteriores.

O Sol na Casa I regente da Casa XII, pode indicar questões veladas sendo trazidas à luz; está em uma conjunção aberta com Mercúrio (e disposto por ele), significador de dualidade, inclusive na sexualidade.

O Mercúrio excepcionalmente dignificado de Freddie também é o regente da sua Casa X, aquela da carreira e da exposição perante a sociedade. O Meio do Céu, outro significador de trabalho e de atenção pública, está junto ao benéfico Nodo Norte e à estrela Rigel, que promete ascensão rápida na vida, grande força de vontade, gosto pela ação e boa fortuna nas suas empreitadas, levando o nativo a sobrepujar as adversidades e alcançar o sucesso.

2) A Lua peregrina em Sagitário na Casa IV (angular=forte), ao mesmo tempo conjunta ao Lote da Fortuna e em sextil com os benéficos (Vênus e Júpiter), reforça a popularidade de Freddie. Também ajuda a entender as festas de arromba que ele fazia, sua sensibilidade e expressão talentosa, sensível, criativa e artística. Além de cantar, Freddie tocava piano e guitarra (mesmo sendo extremamente crítico em relação a si mesmo) e aos 12 anos tinha formado sua primeira banda (The Hectics) na escola. Seus amigos diziam que ele tinha uma habilidade muito grande em ouvir algo no rádio e reproduzir no piano.

Freddie também estudou arte e graduou-se pela Ealing Art College. Foi ele quem desenhou o logo do Queen. Esse belo desenho tem semelhança com os brasões da nobreza inglesa, mas a coisa fica mais interessante quando consideramos a ascendência indiana (rica em simbolismo) de Freddie e vemos que o logo traz a representação dos signos astrológicos dos integrantes da banda: duas fadas (Virgem) para Freddie Mercury, dois leões (Leão) para Roger Taylor e John Deacon, e um caranguejo (Câncer) para Brian May.

3) Saturno em Leão está em detrimento porém jubilado; é o regente da Casa V (diversão, prazer, sexo), da Casa VI (doenças agudas) e está na Casa XII (doenças crônicas, malefícios e coisas ocultas), podendo sinalizar doenças como as DSTs.

4) Júpiter, o Grande Benéfico, está conjunto ao outro benéfico (Vênus) e disposto por ele, e também está a sob a influência de Spica (a estrela mais afortunada do firmamento), prometendo favorecimentos aos assuntos das Casas IV (raízes) e VII (parcerias), regidas por ele.
Segundo Valens, Júpiter na casa XI a partir do Lote da Fortuna traz fama, reputação, popularidade ao nativo. Além disso Júpiter está em local de júbilo. Freddie era o próprio "Queen"!

5) Mesmo com talento e uma presença de palco espetacular, o que mais chamava a atenção em Freddie era sua voz. Touro rege a garganta e as cordas vocais; sua dispositora é Vênus, bem dignificada (está domiciliada) em Libra e conjunta ao benéfico Júpiter.

6) Em 1986 iniciava a Firdária (técnica de previsão) de Saturno no mapa de Freddie. Ele está na casa XII (enfermidades, adversidades, isolamento) e rege a VI (doenças). Foi nesse ano que ele foi diagnosticado com AIDS e veio a falecer em 1991.

Terminamos o post com Bohemian Rhapsody (https://www.youtube.com/watch?v=fJ9rUzIMcZQ): ouça a música, veja o clipe, assista ao filme, curta cada momento.

Gratidão pela companhia e até o próximo post!


Ana K. & Cao.

Obs: *mapa levantado pelo horário apontado no astrotheme, já o astro.com não tem horário.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Mapa do Tony Iommi



Anthony Frank Iommy nasceu em Handsworth, Birmingham, Inglaterra, a 19 de fevereiro de 1948, sem horário divulgado. Filho único, ainda criança aprendeu judô, karatê e boxe para se proteger das gangues locais. Ficou tão bom no boxe que chegou a pensar em carreira como boxeador, para não ficar no trabalho tedioso das fábricas da cidade. Não é à toa que nocauteou um chapado Ozzy Osbourne numa briga (das várias) durante a primeira formação do Black Sabbath.

Tocou em várias bandas de rock e blues, antes de formar o Black Sabbath, que ajudou a definir o gênero Heavy Metal.

Foi escolhido o 25° melhor guitarrista de todos os tempos, pela revista Rolling Stone, e chamado de “Rei dos Riffs” por causa de músicas como Iron Man, Paranoid e War Pigs.

Aos 17 anos, perdeu a ponta de dois dedos da mão esquerda em um acidente na fábrica em que trabalhava. Foi desencorajado pelos médicos a continuar tocando guitarra, pensou em parar, ouviu Django Reinhardt tocando só com dois dedos e resolveu continuar. 

Improvisou próteses para a ponta dos dedos, mudou a tensão das cordas da guitarra e o jeito de solar, para preservar os dedos. Desenvolveu sua técnica particular, com riffs vigorosos e pesados, e solos baseados em pentatônica menor.

No lado afetivo, Iommi traz quatro casamentos e outros romances.

Em 2012 foi diagnosticado com linfoma, fez tratamento e curou-se.

Seu mapa mostra Saturno retrógrado e em mútua recepção com o Sol e ambos em detrimento; Marte também retrógrado, apesar de estar em seus próprios termos e face; Vênus em seus próprios termos, mas exilada; Lua peregrina; Mercúrio em exílio e em queda; e Júpiter em seu domicílio diurno. É um mapa que sinalizava dificuldades – e não foram poucas – mas também a possibilidade de superação... Vamos ver o evento mais marcante da sua vida e como isso está em seu mapa natal.

O próprio Iommi disse em 2016 que seu maior arrependimento foi a perda da ponta dos dedos. Esse incidente também forjou sua determinação e resultou em um estilo próprio e marcante, para adaptar-se à limitação física. Vettius Valens, astrólogo do século II, escreveu que Mercúrio, entre outras coisas, rege as mãos e os dedos. O Mercúrio de Iommi está péssimo estado: exilado e em queda. Está na exaltação de Vênus, que se encontra também em exílio e submetida a Marte, que está ligado à violência, acidentes e cortes, entre outras coisas. Mas Mercúrio também está disposto por Júpiter, que está muito bem em seu domicílio favorito (o diurno Sagitário). Essa condição de Mercúrio-Vênus-Júpiter nos remete à definição de crise: risco + oportunidade. É quando a vida fica mais difícil, mas também com a chance de mudar de patamar. Confrontado pela perda das falanges dos dedos, Iommi poderia desistir da guitarra e ser mais um operário nas fábricas inglesas, ou poderia lutar pela música que amava e o motivava.

Vamos de Paranoid (https://www.youtube.com/watch?v=0qanF-91aJo) para comemorar a escolha de Iommi e encerrar este post.

Gratidão pela companhia e até o próximo post!

Cao (Claudinèi Dìas)

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Mapa do Ritchie Blackmore


Richard Hugh Blackmore nasceu em Weston-Super-Mare, Inglaterra, a 14 de abril de 1945, e ficou famoso como membro fundador e um dos principais integrantes do Deep Purple, além de ser o fundador (e dono) do Rainbow. Guitarrista talentosíssimo, entre tantas realizações no Hard Rock é o responsável pelos riffs de Smoke on the Water, um dos mais famosos do Rock e um dos primeiros que os novatos aprendem quando pegam um violão na mão - foi o meu primeiro, também 😁

O mapa de Blackmore, assim como o de tantas pessoas, não tem o horário de nascimento, o que impede a determinação de seu Ascendente e da posição dos planetas por Casas (áreas da vida) e inviabiliza uma análise mais detalhada. Mas a posição dos planetas por signos ainda nos permite verificar várias coisas: os Luminares estão bem dignificados (o Sol exaltado em Áries e a Lua exaltada em Touro), Marte tem alguma dignidade (triplicidade) em Peixes, mas os demais planetas estão aflitos – Vênus em exílio (Áries), combusta e retrógrada; Mercúrio combusto, peregrino (Áries) e retrógrado; Saturno em exílio (Câncer); e Júpiter em exílio (Virgem) e retrógrado. Como encontramos isso na biografia do velho Ritchie?


Vejamos: Blackmore gosta de atenção e de mandar, é autocentrado, é muito habilidoso e rápido para tocar (em plenos anos 1970, já despeja dúzias de notas por minuto, coisa que passou a ser feita posteriormente por muitos guitarristas), beberrão, difícil de lidar na vida pessoal (romances, casos, separações, mais romances, mais casos, mais separações...) e profissional... Seu mapa tem algumas indicações disso:

Mercúrio combusto, peregrino e retrógrado: Ritchie ganhou seu primeiro violão do pai aos dez anos, mas tinha dificuldade em aprender e a demora em tocar decentemente levou o pai a ameaçar quebrar o violão na sua cabeça se ele não tocasse direito. Depois, só queria tocar o mais rápido que conseguisse e fazer o maior barulho possível. Aos 15 anos largou a escola e se dedicou à música, tocando em várias bandas e aos 20 anos gravou seu primeiro compacto solo.

Vênus em exílio, combusta e retrógrada: problemático nos relacionamentos afetivos e em geral, casou-se com Margit Volkmar em 1964, divorciou-se, casou com Bärbel em 1969, divorciou-se, morou com Shoshona Feinstein em 1974, separou-se, teve um caso com uma Christine, depois casou-se com Amy Rothman em 1981, divorciou-se, viveu com Tammi Williams a partir de 1984, separou-se, e passou a viver com Candice Night em 1991. Nas bandas, teve atritos com os vocalistas e baixistas no Deep Purple, fundou sua própria banda (Rainbow) e trocou os músicos várias vezes, voltou ao Deep Purple, brigou novamente com o vocalista (Gillan) e saiu de novo do Purple, formou um duo com Candice Night (Blackmore’s Night), ressuscitou o Rainbow...

Saturno em exílio em Câncer (não tem limite): bebe muito.

Sol e Lua exaltados: autoimagem exagerada, emoções (desejos) a satisfazer em primeiro lugar, não quer concorrência nos holofotes. No concerto Califórnia Jam, em 1974, em que também tocaram Black Sabbath e Eagles, Blackmore se recusou a entrar no palco para tocar porque anteciparam a apresentação do Purple (que seria ao pôr-do-sol) e isso atrapalharia os efeitos de luz que a banda tinha preparado... só foi tocar depois que o xerife local ameaçou prendê-lo.

Júpiter em exílio (Virgem) e retrógrado: graças aos vários romances com mulheres alemãs, Blackmore morou na Alemanha e tornou-se fluente no idioma alemão.

Blackmore entrou para o Rock and Roll Hall of Fame, com o Deep Purple, em 2016, e foi considerado o 50º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. Nada mal para um sujeito com tantos planetas em exílio, combustos e retrógrados; mesmo com todos os problemas que teve – e que criou – Blackmore virou sinônimo de qualidade na guitarra.

Para finalizar, a imbatível Smoke on the Water (https://www.youtube.com/watch?v=ikGyZh0VbPQ). Gratidão por nos acompanhar, e até a próxima!

Cao (Claudinèi Dìas)

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Mapa: The Beatles

Uma banda nasce quando é apresentada ao mundo e reconhecida por ele. Assim, a banda que John Lennon iniciou em Liverpool em 1957 como The Black Jacks virou The Quarrymen e ganhou a participação de Paul McCartney, e em 1958 George Harrison entrou para o time. Em 1960, passaram a se chamar Johnny and the Moondogs, depois Long John and the Beatles, mas foi como The Silver Beatles que começaram a atuar mais longe da Liverpool natal: depois de tocarem na Escócia, foram contratados para algumas apresentações em Hamburgo, na Alemanha, e foi lá que, às 20:00 de 17 de agosto de 1960, pela primeira vez tocaram como The Beatles.

Este é o mapa desse instante em que o mundo se viu frente a frente com a banda mais famosa  e marcante da história do Rock. Pode ser o mapa do "nascimento" da banda.



O Ascendente (Peixes) é a cara e voz da banda; o Meio do Céu (Sagitário) é quem manda na banda. E os dois signos são bicorpóreos ou duplos: embora John tenha fundado a banda original, os Beatles sempre foram definidos pela dualidade/polaridade Lennon-McCartney. Júpiter, regente desses dois signos, embora esteja retrógrado, está domiciliado em Sagitário e conjunto ao Meio do Céu: apesar de alguns contratempos, o céu é o limite. Saturno domiciliado em Capricórnio indica que com o tempo e dando duro, o resultado vem: por exemplo, entre 1961 e 1963 a banda tocou 292 vezes em seu palco mais famoso, o Cavern Club de Londres. E os Luminares em suas respectivas moradas - Sol em Leão, Lua em Câncer - pressagiam o brilho intenso. Quatro planetas muito dignificados, um para cada dos Quatro Fabulosos Rapazes de Liverpool.

Mas será que esse é mesmo um mapa viável para a banda? Vejamos: passou 1960, 1961, entrou 1962 e a banda começara a ganhar espaço e convites para se apresentar, a grana e a fama em escala maior ainda não haviam chegado, mas as coisas começam a mudar: a primeira sessão de gravação ocorre em 6 de junho de 1962, com Júpiter em trânsito domiciliado em Peixes, próximo ao Ascendente e perto de fazer trígono exato ao Saturno natal (Casa XI - rendimento do trabalho). Coincidência ou sincronicidade?

Com Ringo Starr na bateria, substituindo o demitido Pete Best, a banda ganha sua formação definitiva se apresenta no Cavern Club em 19 de agosto de 1962. Os fãs, furiosos com a troca de Pete por Ringo, rejeitam a nova formação e teriam até agredido George. Júpiter estava em quadratura com o Marte natal de Casa IV (casa, lar, origem). Sincronicidade ou coincidência?
Júpiter também é o regente das Direções por Termos (técnica de previsão da astrologia helenística) de julho de 1962 até fevereiro de 1964, período em que os Beatles conquistam o público britânico e decolam também nos EUA.

Pra não escrever um romance sobre os principais eventos marcantes e suas condições astrológicas, vamos direto ao final da banda: em 20 de setembro de 1969, John comunica sua saída aos demais membros; Júpiter em trânsito fazia quadratura partil (mesmo grau) ao Saturno natal. Quando Paul anunciou que saiu da banda, em 20 de abril de 1970, Saturno em Touro fazia quadratura ao Mercúrio natal, regente das Casas IV (as origens) e VII (parcerias). O sonho acabou, mas veio a imortalidade, em letras inesquecíveis e no coração de geração de fãs.

Gratidão pela companhia, e até a próxima!

Let It Be! (https://www.youtube.com/watch?v=EWdXlb4K0fI)

Cao (Claudinèi Dìas)

quinta-feira, 15 de março de 2018

Lua em Peixes - 15/03/2018


Às 7:12 de hoje a Lua, que é feminina e noturna, fria e úmida, entrou em Peixes, signo de Água, feminino e noturno, frio e úmido; a Senhora da Noite e das águas do mundo tem dignidade de Triplicidade ali no domicílio noturno de Júpiter que está em Escorpião, outro signo de Água e onde a Lua tem sua queda. Júpiter em mútua recepção por domicílio com Marte nos últimos graus de Sagitário: as águas e as emoções vêm em grande quantidade e com bastante força, seja no suor que movimenta, nas lágrimas que aliviam a cabeça e o coração, no mar indomável ou na chuva que tudo lava e tudo leva.

Iuppiter Pluvius era um dos nomes do deus Júpiter na antiga Roma: Júpiter, o deus da chuva - e como é Júpiter, é muita chuva. Na noite de hoje a Lua faz sextil ao frio e seco Saturno no frio e seco Capricórnio e contém o ímpeto das águas internas e externas, mas antes de deixar Peixes, Lua e Júpiter se conectam em trígono na madrugada do dia 17, e então pode rolar muita água por aí, vinda do alto dos céus ou do fundo da alma. A tempestade pode ser pesada e as lágrimas, com suor e sangue, podem ser leves. Ou justamente o contrário.


Na parte final de Blade Runner, o replicante Roy Batty fala a Decker: Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.

Também pode ser a hora de deixar ir tudo que não serve mais, levado pelas águas e pela chuva, e abrir espaço, novo e limpo, para o que pode chegar, fertilizar e crescer. Você gosta da chuva?

"...Hot sticky scenes, you know what I mean
Like a desert sun that burns my skin
I've been waiting for her for so long
Open the sky and let her come down
Here comes the rain
Here comes the rain
Here she comes again
Here comes the rain
I love the rain
I love the rain
Here she comes again
Here comes the rain..." (Rain - The Cult)

https://www.youtube.com/watch?v=RD5b_0QB0wI

Cao (Claudinèi Dìas)

#MoodDoDia #LuaEmPeixes #TheCult #Rain#Chuva #AstrologiaDoRock #RockNRol

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Saturno em Capricórnio

Ontem Saturno ingressou no signo de Capricórnio ♑️.
Saturno, o senhor do tempo, é o planeta mais lento e mais distante visível a olho nú. De acordo com a tradição astrológica ocupa a última esfera, depois dele só estão as estrelas fixas. Por estar no final versa sobre a velhice, a morte, sobre os ossos, limites, barreiras, restrições e a finitude.
Ele possui natureza fria e seca, duas qualidades contrárias a vida, por isso é chamado de planeta maléfico. Além disso ele rege os signos de Capricórnio e Aquário, (o primeiro seu domicílio noturno, o segundo seu domicílio diurno e o que se sente mais confortável pois ele é da seita diurna) que são o período do ano em que é inverno no hemisfério norte. E só quem mora em locais com gelo e muito frio sabe o quanto é necessário se precaver para passar por essa estação, resistir a escassez e a morte. São também os signos mais distantes do domicílio do Sol, Leão (verão).
De acordo com o astrólogo árabe Al-Biruni: Saturno é extremamente frio e seco. O grande maléfico. Masculino. Diurno. Desagradável e adstringente, ofensivamente ácido, fedorento. Da cor do azeviche, também negro misturado com amarelo, cor de chumbo, escuro como breu.
Saturno leva em torno de 2 anos e meio para andar por cada signo, como são 12 signos, ele retorna ao mesmo ponto cerca de 29, 30 anos depois.
Hoje Saturno ingressou em Capricórnio e ficará até março de 2020. A última vez que ele esteve nesse signo foi de 1988 a 1991.
Mundialmente tivemos eventos importantes como a queda do muro de Berlim e fim da guerra fria, reconhecimento da independência de vários países pós fim da URSS, Bush pai eleito nos EUA. No Brasil: nova Constituição, plano cruzado novo, José Sarney sanciona a lei do divórcio que reduz o prazo de separação, Collor é eleito presidente. Formação do Mercosul por Brasil, Argentina e Uruguai.
Foi um período chave sobre antigas estruturas políticas, sociais e econômicas. O esqueleto do sistema ficou a mostra pois é um período de vacas magras, o velho quer continuar no poder e comer até o último pedacinho de carne perto do osso e não largar o pouco que tem.
Como temos o passado para nos ensinar, já temos uma palhinha sobre esses próximos anos. É preciso ter pés no chão e resistir a todo esse poder conversador que deseja manter o status quo. Lá dentro já se sabe que essa estrutura não aguenta muito tempo, que a sustentação é fraca e que o limite está muito próximo. O que é velho e obsoleto precisa ir mas ainda há apego.
No mapa do Brasil, Saturno transitará na casa 12 e problemas com presídios, hospitais, hospitais psiquiátricos, asilos, fome/miséria terão destaque.
Mas como dito acima, Saturno e Capricórnio são de natureza fria e seca, há pouca vitalidade e sente-se mais o peso do corpo. O tempo agora vai parecer andar mais devagar, a energia que se tem precisa ser empregada no que é PRIORIDADE, necessário, essencial, tanto no micro (vida pessoal) como no macro (na sociedade, no mundo). Não tem mais tempo para ficar discutindo conceitos, valores, verdades... Saturno já deixou Sagitário. O tempo agora é a vida concreta, a vida prática, o trabalho, como economizar e conseguir gerar recursos para passar esse período.
O que não pode é se deixar abater pela melancolia, pelo medo, que sim, virão bater na nossa porta, mas se quisermos progredir construindo novas bases, há que ser corajoso, objetivo, responsável, disciplinado, resiliente.
O inverno não poupa ninguém. Se deseja resultado vai ter que falar menos e fazer mais, de acordo com o tempo e com sabedoria.
Época de aprender com os ritmos e ciclos da vida, com as adversidades e fazer do pouco, muito.
O mundo anda precisando muito cair na real. Literalmente!
E você? como estava a sua vida entre 1988 a 1991? Pense e terá algumas respostas sobre esse trânsito atual.
Exemplo explicativo de imaturidade rsrs! Sejamos formigas! >> https://www.youtube.com/watch?v=A_h8dHYfqoI


Uma música para esses tempos - Metallica - My friend of misery:
"These times are sent to try men's souls
But something's wrong with all you see
You, you'll take it on all yourself
Remember, misery loves company
Misery
You insist that the weight of the world
Should be on your shoulders
Misery
There's much more to life than what you see
My friend of misery"
Ana K.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Capricórnio

Em 21/dezembro/2017, mais uma vez o Sol atinge o ponto mais ao sul de sua trajetória aparente pelo céu e então temos o solstício em Capricórnio, marcando o início do Verão no hemisfério sul e do Inverno no hemisfério norte.

Capricórnio é signo feminino, noturno, Seco e Frio, cardinal. É o domicílio noturno de Saturno, que também é Frio (contração) e Seco (estrutura, isolamento, rigidez), e aí tem essas qualidades reforçadas e que podem chegar ao excesso, por isso os antigos consideravam que Saturno, que é masculino e diurno, apresenta o melhor de si quando está no seu outro signo, Aquário, que além de masculino e diurno é também Úmido e Quente e assim equilibra melhor a atuação do planeta dos anéis famosos e formosos.

Também em Capricórnio, Marte tem exaltação, a Lua se exila e Júpiter está em queda: não é um signo para se sonhar acordado, ficar parado ou olhando para trás. Capricórnio pede os pés no chão e movimento à frente, troca as lágrimas por suor e valoriza cada gota de sangue, não se permite ser fraco e cobra responsabilidade. A Cabra chega ao topo após galgar cada degrau do caminho.

Por isso, é onde a estruturação garante a base do sucesso, estabelece a tradição e a referência, dá a ambição que alavanca as realizações e o desenvolvimento, mas quando desrespeita o tempo, passa do ponto e quer ir além da sua vida útil, perde o sentido e aí vira ganância, a prisão que engessa e restringe, o peso que traz agonia, o conservadorismo que atrasa, a estagnação que pede renovação.

Capricórnio estará movimentado por estes tempos: além do Sol, que fica ali por 30 dias a partir de 21/dezembro, também recebe Saturno de 20/dezembro até o final de 2020. Vênus fica lá de 25/dezembro a 17/janeiro; Mercúrio, retrógrado, retorna a Capricórnio em 11/janeiro, mas logo volta ao movimento direto e vai embora em 31/janeiro. E a Lua passa por lá de 14 a 17/janeiro. Esse céu sugere comprometimento, disciplina, cumprir a lei, andar na linha, respeitar as regras e contratos sociais, ter seriedade. O desafio é manter o brilho no olhar e o humor, trabalhar amparado pelo sonho que inspira e não apenas de olho no resultado.

Lemmy Kilmister, vocalista, baixista e líder do Motörhead, com Sol e Ascendente em conjunção partil (mesmo grau) em Capricórnio, compartilha sua visão do signo em Capricorn no álbum Overkill (https://www.youtube.com/watch?v=omByn4sirPs).

Hoje é o dia de Vênus e esta é a hora de Marte.

Cao (Claudinèi Dìas) – Astrologia do Rock

#Capricornio #Solsticio #Capricorn #Motorhead #AstrologiadoRock #RockNRoll #EstudosAstrologicos #TradicaoAstrologica #AstrologiaTradicional

Origem da imagem: Pinterest


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Sobre Astrologia Tradicional

Gente, um minutinho de atenção...
As vezes nos deparamos com textos que falam que a Astrologia Tradicional é uma "vertente astrológica" o que é um GRANDE equívoco. O próprio nome já fala: tradicional, ou seja, astrologia praticada desde a sua origem. Raiz, com fundamentos, tradição astrológica. Ela que foi praticada até o século XVII. Nesse período houve a revolução cientifica e vários episódios se desdobraram colaborando para o corrompimento da tradição astrológica.
A astrologia moderna é uma criação do século XIX, época do nascimento de escolas esotéricas que fizeram uso da tradição mas com diversas modificações. E aí sim, surgem as vertentes que se conhece atualmente.
Obrigado!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Por que utilizar os sete planetas?

Às vezes nos perguntam: com tanto planeta e asteroide à disposição hoje em dia, por que a Astrologia Tradicional (ou Clássica) continua a trabalhar com sete planetas?

A resposta está, como o próprio nome diz, dentro da Tradição Astrológica: os conhecimentos e procedimentos que foram sendo construídos e validados ao longo dos séculos, desde pelo menos o terceiro milênio a.C., até o século XVII d.C., se basearam em sete planetas. E para a Astrologia, planetas são as luzes que se movimentam pelo céu, em contraposição às luzes (aparentemente) fixas, que são as estrelas.

Assim, são planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, bem como as duas luzes maiores e mais importantes do céu – o Sol e a Lua, chamados de Luminares. Urano, Netuno e Plutão, descobertos entre o século XVIII e o século XX, não possuem luz visível a olho nu e assim não atendem o requisito para serem planetas na Astrologia Tradicional. O mesmo vale para os asteroides e qualquer corpo celeste sem luz perceptível sem recursos tecnológicos.

Tão marcante na cultura e na vida dos povos foi essa relação com os sete planetas, que uma das unidades básicas de tempo para os nossos calendários e para organizarmos a vida cotidiana é a semana: sete dias, que correspondem a uma fase da Lua e cujos dias, em várias línguas, foram batizados com o nome dos sete planetas: Dia do Sol (domingo), Dia da Lua (segunda-feira), Dia de Marte (terça-feira), Dia de Mercúrio (quarta-feira), Dia de Júpiter (quinta-feira), Dia de Vênus (sexta-feira) e Dia de Saturno (sábado).

O pensamento e a prática astrológica foram moldados e ajustados ao longo de mais de quatro milênios, resultando num sistema completo e que requer domínio de seus fundamentos – isto é, não apenas do conhecimento técnico, mas acima de tudo da forma de observar e interpretar o mundo; é mais do que memorizar informações e aplicar uma receita, é observar, pensar e usar o bom senso. Por isso a Astrologia era conhecida como “A Arte”.

Isso estava compatível com a forma de viver em sintonia com o ritmo da natureza, situação que foi alterada com a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, e que nos colocou em um ritmo diferente, acelerado, mais compatível com as máquinas que passaram a ser a referência diária. Passamos a servir a mecanização que deveria nos libertar das tarefas menos nobres e nos aumentar o tempo livre. Pelo ritmo ditado por nossos aparatos mecânicos e eletrônicos, hoje temos a impressão que estamos correndo cada vez mais, de segunda a domingo, perseguidos por uma cobrança sem tréguas – como na letra de “Police On My Back”, gravada pelo The Equals (1967) e regravada pelo The Clash (1980):

...I been running Monday, Tuesday, Wednesday
Thursday, Friday, Saturday, Sunday
Runnin' Monday, Tuesday, Wednesday
Thursday, Friday, Saturday, Sunday
What have I done?
What have I done?
(escute a música toda em https://www.youtube.com/watch?v=Sq_HtgGOIfE )
Hoje é o dia de Mercúrio e agora é a hora de Júpiter – e todo dia e toda hora é dia e hora de Astrologia e de Rock’N’Roll :)

Cao (Clauidinei Dias) -Astrologia do Rock 


Créditos da imagem: kylegrant76

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mapa de Kurt Cobain

No último feriado, o Astrologia do Rock esteve na exposição sobre a banda Nirvana que está no subsolo do pavilhão da Bienal no Ibirapuera, e inspirados pela vibe anos 90 e o movimento grunge fizemos a análise do mapa do lider da banda, Kurt Cobain.


Cobain nasceu na cidade de Aberdeen, nos Estados Unidos, em 1967. Durante a infância foi diagnosticado com hiperatividade infantil e usava medicamentos como a ritalina.

Em 1975 seus pais se separaram, o que lhe causou infelicidade e revolta. Ele cresceu desenhando e interessado em música, mas, cada vez mais rebelde, deixou a escola antes de terminar o colegial para visitar clubes de música.

Em 1987, Kurt e o amigo de escola Krist Novoselic, criaram o seu grupo de rock, "Nirvana", e se apresentaram em clubes em Aberdeen, Olympia e Seattle. Dois anos depois, lançaram seu primeiro álbum, "Bleach". Eles assinaram contrato com a Geffen Records em 1991 e seu segundo álbum, "Nevermind", vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo. A música do Nirvana fazia parte do som crescente da música popular estilo grunge de Seattle. O estilo do grupo do jeans e T-shirts rasgados e cabelos não lavados influenciaram os adolescentes americanos; Cobain foi defendido como a voz da geração X. Apesar do seu rápido status de superstar, sua vida pessoal continuou a se corroer.

Kurt sofria de dores crônicas de estômago  não diagnosticadas, que ele acreditava terem sido aliviadas pelo uso de heroína. Durante anos, ele teve uma doença de estômago misteriosa, com dor, náuseas e ardência em sua cavidade abdominal superior. A angústia era inexplicável para o diagnóstico e às vezes ficava péssimo por dias.

Desconfortável com sua fama, ele continuou com o uso de drogas (heroína) e álcool e o fim todos sabemos: Kurt se suicidou, possivelmente com uma espingarda, no dia 08/04/1994, deixando uma filha chamada Frances, fruto do casamento com a cantora da banda Hole, Courtney Love.

Bom, vamos ao mapa do Kurt Cobain:










À primeira vista, fica difícil entender as dificuldades, infelicidades e o suicídio de Kurt, pois vemos vários planetas em boa condição celeste (dignidade essencial): Lua domiciliada, Júpiter exaltado, Vênus exaltada e Marte exaltado.

Olhando mais a fundo, vemos que a Lua está conjunta à estrela Sirius, que confere honra, fama, riqueza, ardor, fidelidade, devoção, paixão e ressentimento, mas também risco de mordidas por cães. Junto à Lua, Sirius promete sucesso nos negócios, amigos influentes do sexo oposto, favorecimento para o pai, boa saúde, mudanças positivas em casa ou nos negócios.
A Lua (estado emocional e mental) está em Câncer, domiciliada, e é também o Hyleg da carta (indica a força vital do nativo e é também chamado de doador da vida). Kurt ainda criança se sentiu muito abalado com a separação dos pais. A Lua no mangue deseja um porto-seguro, um lar, uma família, acolhimento e carinho; no momento em que houve o rompimento, tudo isso acabou, e Kurt alterou muito seu humor e comportamento, se tornando reativo e belicoso. No futuro Cobain teve dores estomacais fortíssimas sem um diagnóstico preciso, mas relacionado a essa Lua e às fortes emoções que ele passou. É uma Lua em mútua recepção negativa com Marte - Lua na queda de Marte, Marte na queda da Lua, e ambos com triplicidade nos dois signos.

"Lembro-me de me sentir envergonhado. Por alguma razão senti-me envergonhado pelos meus pais. Deixei de poder ver alguns amigos na escola porque queria, desesperadamente, uma família clássica, queria essa segurança. Fiquei sentido durante uns anos", reconheceu Cobain à revista Mojo numa das suas últimas entrevistas.

"Em uma entrevista concedida à edição estadunidense da revista Rolling Stone, Vig também disse que as mudanças de humor abruptas de Cobain eram muito problemáticas. "Kurt era encantador e muito sagaz, mas ele passava por essas mudanças de humor. Ele estava totalmente concentrado, e daí do nada, um interruptor era ligado nele e ele ia e se sentava no canto e desaparecia dentro de si mesmo. Eu realmente não sabia como lidar com aquilo."

Júpiter está jubilado na casa XI e conjunto a Procyon, estrela que pode deixar o nativo petulante, tímido, desafortunado, orgulhoso, que se enfurece facilmente, descuidado e violento; com Júpiter, está ligado a muitas viagens, problemas através de parentes, da igreja ou da lei, e ajuda dos amigos.

Lua e Júpiter estão em signos que lhe são favoráveis; isso é dignidade essencial. Mas a dignidade essencial fala da qualidade da ação do planeta; são as dignidades acidentais que falam da força do planeta em agir. Planetas em casas angulares têm mais força que planetas em outras casas; neste mapa, Sol, Mercúrio, Vênus e Saturno, todos em Peixes, são os planetas que estão em casa angular. Por signos inteiros, estão todos em conjunção, que na visão da astrologia antiga significa que influenciam-se mutuamente, formam um amálgama.

Vettius Valens (século II) fala que o nativo com Sol em Peixes está em conflito consigo mesmo, pois um dos peixes está voltado para o Norte e outro para o Sul, e que os homens nascidos sob este signo são instáveis, não confiáveis, têm mudanças de sorte, sem vergonha, ladrão, sexy, prolífico e popular.
Esse Sol rege a casa XII (vícios) e está oposto, por signos inteiros, à casa I e ao Ascendente (saúde, corpo físico).

"Ele inspirou as pessoas a colocá-lo num pedestal, a se tornar santo Kurt. Se tornou ainda maior depois de sua morte do que antes. Você acha que não consegue ficar mais grandioso, mas fica", filosofou a cantora. "Kurt chegou a um ponto onde ele teria que sacrificar a si mesmo em nome de sua arte, porque o mundo exigia isso dele. Eu acho que foi um dos motivos que o levou a não querer mais ficar aqui e que todos seriam mais felizes sem ele", completou Frances, que reconhece o talento do pai." - Frances Bean Cobain

Vênus, o Pequeno Benéfico, está em exaltação, mas em conjunção (inclusive por orbe) a Saturno, o Grande Maléfico. E Saturno, por sua vez, está em seus próprios termos e conjunto à estrela Scheat,
associada a extremo infortúnio, assassinato, suicídio e afogamento. Junto com Saturno, pode causar morte na infância, problemas domésticos, morte por afogamento, inundações, naufrágio, acidentes ou suicídio.

E Mercúrio, regente da casa I (vida, destino, vitalidade) e da casa X (carreira, fama, destaque na sociedade) está em queda, em exílio e nos seus próprios termos - ou seja, está forte (influencia os outros e não se submete) e de má qualidade. Ele está oposto ao Ascendente, conversa com a Lua (trígono) e é o senhor dos termos dela. Kurt era um cara sensível e inspirado e também tinha um humor que oscilava muito, assim como a autoestima.

O Lote da Exaltação, no final de Gêmeos, na casa X (carreira), representa o sucesso, mas o regente Mercúrio está debilitado e próximo a Vênus-Saturno e o próprio Lote quadrado a eles e a Mercúrio também. Kurt idealizava uma banda, uma carreira que o conectasse com a sua alma, com seus ideais. Ele se sentia fracassado aos próprios olhos, apesar da fama. Era um sucesso vazio, sem autorrealização. Só a parte material não bastava.

O Lote da Fortuna, local do mapa onde aponta sorte e abundância está na casa IX (a da espiritualidade, conhecimento, futuro). Ele é regido por Vênus, que está na casa VII (a das relações e parcerias) conjunta a Saturno e faz trígono com Júpiter.

Pelo nome da banda, "Nirvana", vemos que a procura pelo divino existia na vida do nativo ou no mínimo algum interesse que o movia nessa direção. De acordo com o budismo essa palavra significa: o estado de libertação do sofrimento, que é alcançado por meio da supressão dos desejos mundanos e da consciência individual.

Talvez a dependência das drogas fosse um meio de fugir das pressões (internas e externas) e também uma forma de alcançar estados mentais e espirituais que ele buscava. Mas a confiança extrema conduziu à falta de controle, que gerou excessos e o levou para um local de mais perturbação, onde ele se perdeu e foi à ruína.
Parceiros, conhecidos e amigos sempre estavam relacionados a esse assunto.

O Lote do Espírito, que mostra os desígnios da alma, está na casa VI, regido por Saturno conjunto à estrela Scheat. O nativo, por mais que tentasse encontrar a plenitude, sempre achava que morria na praia.

Previsões:

A primeira técnica utilizada é das Direções por Termos. As direções aparecem no terceiro livro de Dorotheus (século I) e são usadas para dividir a vida do nativo em diversas fases, cada uma delas regida por um planeta. Em 1994 a vida de Kurt era regida por Mercúrio, pois o Ascendente dirigido estava a 13° de Libra, grau que está nos termos de Mercúrio - e também nesse grau está Algorab, estrela na asa direita da constelação do Corvo e que tem a natureza de Marte e de Saturno, associada à destruição e malevolência.
O Ascendente dirigido fez aspecto com a Lua (quadratura), afetando o estado emocional e mental do nativo com oscilações e acionando inseguranças.

Mercúrio é chamado de planeta distribuidor do período de 1985 até o inicio de 1995. Ele está na casa VII doe Cobain e rege as casas I e X, ou seja, os assuntos daquele momento incluíam parcerias e casamento que afetavam o seus destino e a sua carreira.

O primeiro aspecto que Mercúrio faz nesse ano (1994) é com Júpiter, que será o planeta participante e falará sobre situações temporárias, do momento. Júpiter está na casa XI em júbilo e rege as casas VII e IV e o cenário era movimentado por projetos, amizades, parcerias, finalização de coisas e o ambiente doméstico.
Naquele época a carreira de Kurt já estava estabelecida com a banda Nirvana, o sucesso foi alcançado, seu amigos de adolescência eram seus parceiros na música e ele também se casou e comprou a casa em que morou até o dia em que cometeu suicídio na estufa. Todos os eventos são refletidos pelo distribuidor, Mercúrio e por Júpiter, o participante.

Usando também a técnica das Profecções, vemos que o regente do ano de 1994 era Júpiter (27 anos, o ascendente chegou ao quarto signo/casa). Com o ascendente em Sagitário, ativando Júpiter, sendo ele também o participante, na natividade ele está exaltado, nos próprios termos e jubilado e rege as casa VII e IV. No mapa da revolução solar encontra-se na casa VIII (casa da morte) está disposto por Marte e também em antíscia (espécie de conjunção) a ele, indicando um período bem difícil com as amizades e o casamento.

Mapa da Revolução Solar (RS) dentro, e o mapa natal fora:



















Mercúrio, o distribuidor e regente da casa I e X do mapa natal, encontra-se bem debilitado na RS (revolução solar), pois está exilado, em queda, combusto, retrógrado e na casa XII, todos os indicativos de que o "tom" do ano era de bastante abatimento, depressão, impotência.
A Lua da RS ao Meio do Céu do mapa natal: era o auge do sucesso, mas o dispositor dela é aquele Mercúrio em péssima condição, mostrando a não-realização e a infelicidade.

A RS está com quatro planetas na casa XII, indicando a sensação de impotência e aprisionamento. Também apresenta o Ascendente e a casa VIII regidas por Marte, peregrino na casa XI e disposto por Saturno.

O Lote (ou Parte) da Morte, uma das chamadas Partes Árabes, no mapa natal está a 7° de Capricórnio, disposta por Saturno que está na VII e na RS cai na casa XII.
Esse mesmo lote calculado para a RS está a 11° de Escorpião em antíscia com Marte e disposta por ele - Marte, associado a sangue, violência, armas cortantes e de fogo...

Por fim, olhando os trânsitos planetários, naquele ano Saturno está conjunto ao Sol (ponto de vitalidade no mapa) de Kurt, ele ainda estava bem perto do retorno de Saturno e Júpiter, planeta participante da época, estava conjunto a Marte e trígono à Lua.

Em resumo, astrologicamente 1994 era um ano que prometia ser muito exigente e delicado, desconfortável e até com riscos à saúde e integridade física de Kurt.

Chegamos ao final do post com Come As You Are (https://www.youtube.com/watch?v=vabnZ9-ex7o). Gratidão por nos acompanhar! Esperamos que tenham gostado - e que nos acompanhem também nas próximas análises de mapa ;)

Obrigada por nos acompanhar! Esperamos que tenham gostado!
Ana K. & Cao.

sábado, 4 de novembro de 2017

Tempo

Na Astrologia, linguagem simbólica que fala sobre a qualidade do Tempo a cada instante e assim ajuda a melhor entender o Universo e a nós mesmos, quem fala sobre o Tempo é Saturno.
(imagem do site ILovePhilosophy.com)

O Planeta dos Anéis é conhecido com o Grande Maléfico, o Lobo Mau do Zodíaco; a ele são atribuídos os maiores problemas e a paternidade de (quase) tudo o que é ruim. Isso é uma simplificação que ajuda a começar a entender o papel dele no complexo movimento cósmico, mas tal simplificação pode se tornar simplória e maniqueísta dentro da realidade dual em que estamos acostumados a agir.
Saturno é regente de Capricórnio, signo de estabelecer e defender as estruturas, e também de Aquário, signo da busca pelas mudanças daquilo cujo tempo já passou e busca uma nova ordem. Assim, Saturno dispõe sobre os limites e estruturas do mundo e sobre o fluxo do Tempo; é ele quem indica não só a fixação para a estabilidade, mas também a necessidade da mudança para continuar o desenvolvimento.
Consultando o bom e velho Rock'N'Roll, vemos que Tempo e Mudanças são temas e títulos recorrentes em várias músicas, como em Changes (David Bowie), Changes (Black Sabbath), Time Waits for No One (The Rolling Stones), Time Is On My Side (The Rolling Stones) e outras tantas, mas uma das letras que mais provocam reflexão, com certeza, é a de Time (https://www.youtube.com/watch?v=LNBRBTDBUxQ), do Pink Floyd:
"Ticking away the moments that make up a dull day
Fritter and waste the hours in an off-hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
And you run and you run to catch up with the sun but it's sinking
Racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on inquiet desperation is the English way
The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say...
"
Essa música é a única creditada a todos os quatro membros da banda no álbum The Dark Side Of The Moon. Embora nenhum deles tenha Saturno em condição cósmica destacada em seus mapas - David Gilmour e Richard Wright têm Saturno exilado em Câncer, Nick Mason tem Saturno peregrino em Gêmeos, e apenas Roger Waters tem Saturno com alguma dignidade (Termos) em Gêmeos - quando o álbum, que marcou o auge da popularidade do Floyd foi lançado em primeiro de março de 1973, estava se aproximando o primeiro retorno de Saturno de cada um dos músicos. O disco chegou às lojas após sete meses de gravação e dois de preparação e no dia do lançamento o céu tinha Saturno peregrino em Gêmeos, formando uma quadratura aplicativa ao Sol; aquilo que a princípio poderia ser visto apenas como adversidade, foi na verdade um sucesso construído com um chamado à reflexão trazida pela conscientização do envelhecimento, pelo aprendizado e trabalho competente ao longo do... Tempo! Então, saturninamente, vamos remanejar os limites do lugar-comum e olhar para o Tempo de uma forma nova e subversiva.
O Tempo não realiza nada; ele continua passando a sessenta minutos por hora, quer você faça algo ou não. Se quiser algo, movimente-se e faça acontecer. Não espere pelo Tempo, pois o Tempo não espera por ninguém; ele apenas flui para todos, dos átomos aos deuses.
O Tempo não cura; mude-se você mesmo, se quiser se curar. Mudança é a movimentação das energias de forma diferente do que você estava fazendo. Fazer as coisas do mesmo jeito e querer resultados diferentes é querer um milagre, ou seja, que o Universo subverta suas próprias leis para agradar você.
O Tempo nada dirá; como a Esfinge, na verdade ele apenas devolve os nossos próprios enigmas, que cada um decifrará quando estiver em ressonância com a sua demanda pessoal.
O Tempo não pune nem perdoa; isso são desculpas humanas para justificar o retorno da energia que cada um de nós envia ao Universo e que depois recebe de volta, como um bumerangue.
Você não desperdiça nem aproveita o Tempo; ele não é seu. As decisões que você toma podem ser geniais, medíocres ou estúpidas e assim qualificar as ações que você realiza. O Tempo nada tem a ver com isso.
Saturno é o Senhor do Tempo; é aquele que destronou o pai Urano e foi destronado pelo filho Júpiter, nos lembrando que a lição se repete enquanto não houver a mudança de ação e de energia que vem com o aprendizado e leva à sabedoria.
Ele é Cronos, criador que devora as próprias crias, na mudança perpétua a que toda matéria está sujeita, alimentando a entropia que leva ao final de todas as coisas.
Ele nos traz o desafio de fazer e de conviver com as mudanças internas e externas.
Nos indica que mesmo o Infinito é só a borda da Eternidade.
É a metáfora concretizada e a manifestação da responsabilidade individual e intransferível que cada um recebe ao existir.
Carrega o registro dos fatos e nos deixa a escolha de usá-los como muleta ou como alavanca.
Com ele, podemos perceber que Justiça é apenas um nome para a equalização de diferenças de potenciais energéticos causados por cada ação particular que cada um realiza ou deixa de fazer.
É a negação da possibilidade da ignorância perpétua, ao permitir que a alma olhe para si mesma e se enxergue através de qualquer camada que possa limitá-la.
Ninguém ainda cresceu o bastante para existir fora do Tempo, mas sem mudanças, você não consegue percebê-lo. Só que tipo de vida é essa, se não tiver mudanças?
Este é o dia de Saturno e a hora do Sol.
Gratidão pela presença e pelo tempo compartilhado 
Cao (Claudinèi Dìas) - Astrologia do Rock