terça-feira, 21 de abril de 2015

Mapa do Robert Plant

Mapa do Robert Plant:


Às 15:05 de 20 de agosto de 1948, em West Bromwich (Inglaterra), Robert Anthony Plant veio à luz do Sol em Leão. Como os reis, tinha o nome do pai (Robert C. Plant); adulto, do alto de seu 1,85m, grande juba dourada e agudos que impressionaram e influenciaram nomes como Freddie Mercury (veja o mapa dele aqui: http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2014/04/mapa-natal-de-freddie-mercury.html), Rob Halford e Axl Rose, estabeleceu-se como o maior vocalista de Heavy Metal de todos os tempos e um dos maiores da História do Rock.

Se Elvis (veja o mapa dele aqui: http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2015/01/mapa-do-elvis-presley.html) foi o Rei do Rock que ele mesmo ajudou a definir e que surgira como uma revolução, Plant foi o grande deus dourado do Rock que se estabeleceu como força cultural e econômica.

Com um pequeno stellium (Sol, Saturno e Plutão) em Leão e o Ascendente em Sagitário, Plant tem predomínio do elemento Fogo no seu mapa, com temperamento Colérico (muita energia e disposição). Júpiter é o Almutem da carta. Júpiter em Sagitário na casa 1. Não é à toa sua enorme paixão pela música, viagens, futebol e mulheres: ele se atira à vida em busca de vivê-la intensamente e por isso a morte de John Bonham, seu amigo e parceiro de Led Zeppelin, o afetou profundamente, precipitando o fim da banda e levando-o a não querer mais reunir os remanescentes do Zep. Em seu mapa, vemos Marte (O Pequeno Maléfico) na Casa 11 (a Casa dos amigos) e Vênus, regente dessa Casa 11, está na Casa 8 (a Casa da morte) = perdas de amigos.

Mesmo sem o Led Zep, Plant continuou em foco e poderoso: com Plutão e Saturno em Leão, como o Sol, ele não apenas quer brilhar, quer ser a autoridade e quem tem controle. Desde os 16 anos, quando começou a cantar profissionalmente, até 50 anos depois, quando foi a atração principal do Festival Lollapalooza Brasil 2015, Plant é o cara.

A Lua em Peixes fala da sensibilidade e ligação com o extra-físico, e vemos que Plant é músico, cantor e letrista; em sua época no Led Zep, suas letras frequentemente tinham referências místicas, espirituais e filosóficas.

Como no post anterior (Steven Tyler: http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2015/03/mapa-do-steven-tyler.html), vimos que existem parcerias em bandas que são únicas e que se desfeitas por qualquer motivo, são fatais, como Tyler-Perry no Aerosmith e Axl Rose-Slash no Guns'N'Roses. No Led Zeppelin não é diferente. Plant-Page. Page-Plant. O que os conecta?

Jimmy Page é um cara que veio para esse mundo com o planeta Marte como padrinho: garra e coragem é o que não falta para ele. Possui uma Lua em Câncer na Casa 9: o mundo, o estrangeiro é sua casa. Sente-se bem viajando, estudando, aprendendo.

A sorte com Júpiter em Leão no alto do mapa de Page mostra que a juba é vista pelo grande público.

Se pegarmos os mapas de Page e Plant e fizermos a sinastria (análise da combinação dos dois parceiros), vemos que ambos possuem o Lote/Parte da Fortuna na Casa 7, a das parcerias, ou seja, é através do outro, das parcerias que encontrarão a Fortuna, não só no sentido material, mas as benesses na vida.

O Marte de Page ficará na Casa 7 do mapa de Plant. O dono do mapa de um na Casa de parcerias do outro. E como vimos, a Fortuna está na Casa 7 do mapa de Page.

Plant e Page possuem Luas em signos do elemento Água. Ambos possuem grande inspiração e sensibilidade musical, e isso se reflete em suas composições.

A Casa 7 do Mapa de Page abre no signo de Touro, cuja regente Vênus está em Sagitário, junto ao Ascendente e ao Júpiter de Plant. A parceria cria impacto em Plant, impacto no sentido de afinidade, e provoca o encontro entre eles.

Júpiter, o dono do mapa de Plant, ficará na Casa 10 do mapa de Page, indicando como o sucesso e o reconhecimento público vêm a partir do trabalho.

Em resumo, a parceria Plant-Page é que definia e sustentava o Led Zeppelin. Mas neste caso, os talentos desse casamento artístico eram - ainda são! - tão grandes que as estrelas de Plant e Page continuaram brilhando mesmo décadas após o fim do Zep.

Para encerrar, nada como (re) ver Plant cantando em plena forma e Page esmerilhando a guitarra em "Rock'N'Roll" e "Black Dog", : https://www.youtube.com/watch?v=0VBjwHLn4NQ. :)

Gratidão por nos acompanhar, e até o próximo post!

Ana K. e Cao.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Mapa do Steven Tyler

O aniversariante do dia é o vocalista, multi-instrumentista e compositor da banda Aerosmith, Steven Tyler!

Steven Victor Tallarico - nome de batismo de Steven Tyler - ficou conhecido como "Demon of Screamin" (Demônio da gritaria) e por suas acrobacias sobre o palco, durante suas performances enérgicas, nas quais se veste com roupas coloridas e brilhantes e utiliza seu tradicional microfone adornado com lenços coloridos.

Tyler formou sua primeira banda em 1964, The Strangeurs, na qual ocupava a posição de baterista.
Nas férias de 1969 conheceu Joe Perry em uma lanchonete, e ele chamou Steven para tocar com sua banda, e foi ali que teve a junção das duas bandas que deram origem ao Aerosmith.

O auge da banda foi nos anos 70. "Sweet Emotion" foi o primeiro grande hit da banda e emplacou o Top 40. Depois "Walk This Way" chegou ao Top 10.

No fim dos anos 70, com a banda no auge e grandes turnês, o vicio em drogas de Steven e Joe afetaram o rumo da banda. Eles eram chamados de "Toxic Twins" (Gêmeos Tôxicos).

Em 77 nasce Liv Tyler, sua filha  com a modelo Bebel Buell.

Em julho de 79, Joe deixa a banda e forma o "The Joe Project Band". Em 84, a pedido de Steven, Joe retorna ao Aerosmith. Em 86, os membros da banda convencem Steven a ir para uma clinica de reabilitação. Depois dele, os outros membros também foram.

O Aerosmith ganha espaço novamente no inicio dos anos 90 com o lançamento do album "Pump", vendendo 7 milhões de cópias e com os hits "Love in Elevator" e "Janie´s Got a Gun".

Depois em 93, o grande sucesso mundial foi o disco "Get a Grip", com 20 milhões de cópias vendidas e grandes hits como: "Crazy", "Cryin, "Amazing", "Livin' on the Edge".

Nos anos 2000 a banda apareceu no Super Bowl, lançou cd com covers de blues e Steven canta ao lado do guitarrista Santana.

Em 2006, Steven precisa passar por uma cirurgia na garganta para reparar um vaso sanguíneo e também revela que possui hepatite C.

Em 2011, entra para o grupo de jurados do programa "American Idol".

Nos últimos anos sempre há rumores entre a separação de Steven e Joe e o fim da banda, porém mesmo com os projetos paralelos, a banda segue e até o momento sem previsões de um álbum novo.

Mapa de Tyler:

Tyler possui Temperamento Colérico: um cara de muita energia, vitalidade e entusiasmo.

Júpiter é o Almuten do mapa, é o planeta que acompanha o nativo. Júpiter está em Sagitário, na casa 1. À primeira vista, uma pessoa expansiva, agitada, quer crescer, aparecer, é otimista e sociável. (E tem bocão! =D rs Júpiter = grande).

Mas a Lua, que fala das emoções está em Escorpião. Lua que guarda os sentimentos, faz mistério, não se abre pra qualquer pessoa. As emoções são profundas e intensas. Tyler deve ter um lado B que não conhecemos.

O Sol em Áries é o regente da Casa 9 (abre em Leão), mas também é o Almuten da Casa 5 e se exalta lá. E a casa 5 fala dos prazeres, do sexo e dos filhos. Steven sempre foi mulherengo e magnético, teve diversos casos amorosos e 4 filhos, além de ter sido sex symbol. Este Sol faz trígono a Saturno e Marte em Leão; provavelmente é um cara dominador e sedutor também.

Em 1986, ano em que Steven foi cuidar de seu vício, seu Sol (essência) na Casa 5 (prazeres) estava recebendo quadratura (dificuldades) de Netuno (artes, vício, escapismo).

Joe Perry, que também foi para o tratamento detox nessa época, sem sombra de dúvidas é um personagem importante da história de Tyler: é amigo, é parceiro. São um casamento. Sem eles juntos a banda não existe. A Casa 7, que fala das parcerias, no mapa de Steven abre em Gêmeos (quem rege é Mercúrio). Joe é o Mercúrio está em Peixes. Olhem só os Gêmeos tóxicos! rs
Esse Mercúrio faz quadratura a Steven (Ascendente e Jupiter), ou seja, a ligação é forte, mas não é isenta de dificuldades e tretas, e a arte e os vícios ajudam a fortalecer o vínculo.

Mesmo com o excesso de álcool e drogas por muitos anos, o Júpiter bem colocado no mapa (angular e domiciliado) ainda mantém Steven em atividade. Porém, o eixo das Casas 6/12 (eixo das enfermidades e saúde) possui a Lua em Escorpião (está debilitada) na casa 12 e na casa 6 possui Vênus em Touro próximo ao Nodo Norte (Cabeça do Dragão). Em 2006, quando precisou fazer uma cirurgia na garganta (regida por Touro, que é regido por Vênus), estava com Netuno em quadratura com Vênus, trazendo debilidade e fragilidade a essa região...

Ainda em 2006, quando divulgou que estava com problemas no fígado (hepatite C), Steven estava com trânsito de Plutão na Casa 1 (Saúde, Corpo Físico) fazendo conjunção a Júpiter (regente da Casa 1 e associado ao fígado) e quadratura ao Meio do Céu (desenvolvimento da carreira).

Gratidão e até o próximo post!

Ana K. e Cao.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Mapa do Elvis Presley

Em 8 de janeiro de 1935, às 4:35 da manhã, nascia em Tupelo, Mississippi, o Rei de algo que ainda não existia. Era Elvis Aaron Presley, “O Rei do Rock’N’Roll”, “O Rei do Rock”, ou simplesmente “O Rei”.

Antes da glória, porém, Elvis – como tantos outros artistas que se tornaram ídolos e ícones do Rock – teve uma infância pobre e trabalhou em algumas funções, como lanterninha de cinema ou motorista de caminhão, que hoje em dia jamais entrariam no currículo de nenhum candidato dos programas de talentos.

Já imaginou um diálogo desses, lá pelos idos das décadas de 1950?

- O filme ontem foi bom?
- Ah, não foi grande coisa, mas o sujeito que me levou até o meu lugar, de chapeuzinho, luvinha e lanterna, falava “Por aqui, senhor, por favor.” com a voz de um Rei, todo mundo queria que ele mostrasse o caminho.

Ou esse?

- Caminhoneiro filho da p*t@! Aprendeu a dirigir onde, seu navalha?
- Ah, querido, deixe estar. Você não viu que aquela gracinha ao volante tem um jeito de, sei lá, um Rei de alguma coisa exótica?

Já dizia o ditado que quem vê cara não vê coração, mas uma olhada no mapa natal do sujeito ajuda a entender a conexão entre o que vibra no céu e o que ressoa na Terra. Então, vamos ao mapa d’O Rei.


Elvis foi filho único, pois seu irmão gêmeo univitelino Jesse nasceu morto. Em seu mapa natal, encontramos Saturno em Aquário na Casa III; essa Casa (área da vida) representa, entre outras coisas, os irmãos e a infância do nativo. Saturno em Aquário está em domicilio (está no auge de sua força) e entre as características de Saturno temos a dificuldade, a escassez ou a falta.

Temos aí um indicador de que Elvis teria poucos irmãos. E os pais de Elvis – Vernon Elvis Presley e Gladys Love Presley – eram ambos de Áries, signo considerado de pouca fertilidade. Estendo a elocubração, vemos que Aquário, o signo que está na cúspide (ponto inicial) da Casa III do mapa de Elvis, também é um signo de baixa fertilidade. “Coincidências”.

A infância de Elvis, sob a égide de Saturno, teve sua cota de dificuldades: a casa foi destruída por um tornado, o pai vivia de emprego em emprego e mal conseguindo pagar as contas, a família frequentemente recebia ajuda de vizinhos e comida do governo, e o pai e um tio de Elvis ainda passaram uma temporada na cadeia por estelionato.

Não é à toa que a mãe de Elvis era considerada a chefe da pequena família e que Elvis tenha se tornado muito ligado a ela. A Lua, indicadora de mãe no mapa, está em Peixes, ou seja, um planeta regente de signo do elemento Água (emoção) está em signo de elemento Água, resultando em sensibilidade e ligação com base nas emoções.

Pela Astrologia Moderna, a Lua em Peixes não tem dignidade (domicílio ou exaltação = força maior) nem debilidade (exílio ou queda = perda de força), mas parece sentir-se bem ali e ter uma força a mais, que é o que se via na relação entre Elvis e a mãe. Quando recuamos no tempo, porém, e olhamos os conhecimentos trazidos pela Astrologia Tradicional ou Clássica, vemos que a Lua tem dignidade de triplicidade (força) como participante (atua) nos signos de Água. Ahá!

Elvis se interessou por música, começou a cantar aos 10 anos e logo ganhou um violão no seu aniversário; começou a aprender a tocar. Recebeu lições dos tios, depois de outras pessoas. Ficou fissurado por música. Algumas pessoas reconheciam seu potencial, outras diziam que ele não tinha jeito para a coisa – chegou a receber “C” em música, na escola. Tinha timidez de tocar e cantar em público, mas continuou se empenhando em aprender e praticar.

Em seu mapa, o elemento Terra (mundo material, realizações) é o preponderante. Em suas Casas de Terra (áreas da vida ligadas ao mundo material) – Casa II (valores), Casa VI (rotinas e trabalho) e Casa X (carreira, posição social, rumo na vida) – tinha os signos de Terra – Capricórnio na Casa II, Touro na Casa VI e Virgem na Casa X. Isso reforça o que já era indicado por seu stellium (conjunto de planetas), incluindo o Sol (sua essência) em Capricórnio: enfrentar e superar adversidades, subir ao topo, realizar.

Assim, aos 18 anos fez sua primeira gravação comercial. Em 1954 (19 anos), misturando as influências musicais que trazia – gospel, country, blues, rhythm and blues, o que era o pop em sua adolescência, e qualquer outro som que gostasse, Elvis criou o que seria considerada a primeira gravação de rockabilly, uma das primeiras manifestações do que viria a ser o Rock’N’Roll.

Elvis foi um achado para os produtores: um branco com voz e espírito de negro, colocando energia e alma nas canções, e com performances escandalosas no palco, que lhe renderam o apelido de Elvis The Pelvis (por causa dos movimentos insinuantes que fazia com os quadris).  Como o menino tímido virou um pré-adulto tão desenvolto em suas apresentações?

A primeira parte da resposta está em seu Ascendente (o signo que está no nascente, na hora do nascimento da pessoa, e representa seu físico e imagem): com Sagitário ali, a promessa que Elvis trazia das estrelas é de apresentações ruidosas, expansivas, alegres, agitadas, sem limites.

A segunda parte da resposta é sua essência capricorniana de enfrentar as adversidades (sua timidez e as dificuldades materiais, por exemplo) e transformá-las em degraus para a escalada ao topo – um dos símbolos de Capricórnio é a cabra que sobe as encostas mais íngremes e chega ao ponto mais alto.

Assim, não é de se espantar que Elvis tenha conquistado o sucesso, feito fama e fortuna, e alcançado a posição de Rei do Rock; não havia lugar mais alto para ele chegar. Gravou muitos discos, fez vários filmes, virou sinônimo de showman. Mais de 30 anos após sua morte, ainda é o artista que mais vendeu na história da música, com estimativa entre 600 milhões e mais de um bilhão de álbuns vendidos. Continua sendo lembrado e parodiado, até em animações como Megamente (Megamind) em que o mocinho, Metroman, é uma mistura de Superman e Elvis Presley...

Foi o criador de um novo estilo musical; foi revolucionário e rebelde, com seu jeito de se apresentar que afrontava os rígidos padrões morais dos anos 1950; foi pioneiro, entre outras coisas, em realizar em 1973 o primeiro show transmitido via satélite ao vivo para vários países do mundo, inclusive o Brasil.

Conquistas e realizações; revolução, criatividade e pioneirismo. Isso soa a Capricórnio e Aquário. Ele tinha o Sol, Mercúrio e Vênus em Capricórnio, muita Terra no mapa, continuou cantando e se apresentando mesmo com os crescentes problemas de saúde – típico capricorniano workaholic; um Capricórnio danado de forte. E um Aquário funcionando firme e forte em parceria com esse Capricórnio, produzindo resultados sinérgicos (quando o todo é maior que a soma das partes, ou 1 + 1 = 3). Onde encontramos isso no mapa?

Encontramos isso no Saturno do mapa de Elvis; o temido e mal-falado Saturno é o dispositor final do mapa, ou seja, é o planeta que direciona todos os demais, dá as cartas e joga de mão, e é o regente de Capricórnio e (regente clássico) de Aquário.

Vejamos: Saturno está em Aquário, e rege Aquário e Capricórnio, onde estão o Sol (que rege Leão), Mercúrio (que rege Gêmeos e Virgem, onde está Netuno, que rege Peixes, onde está a Lua) e Vênus (que rege Touro e Libra, onde está Marte, que rege Áries, onde está Urano, que rege Aquário). Todos os planetas (e os signos regidos por eles) reportam-se a uma origem única, que é Saturno. Mesmo Saturno sendo o regente tanto de Capricórnio quanto de Aquário, os astrólogos tradicionais consideram que é no signo do Aguadeiro que esse planeta está mais à vontade e funciona melhor. Mais um ponto a favor da escalada do Rei ao ponto mais do reino que ele desbravou e ajudou a consolidar.

E Elvis faleceu no dia 16 de Agosto de 1977 em Graceland, Memphis. Foi encontrado no fim da manhã no banheiro da sua suíte. A morte foi causada por um colapso fulminante associado a uma disfunção cardíaca.
O ano de 1977 já tinha encontrado Elvis com a saúde deteriorada, problemas com o uso (e abuso) de substâncias químicas (legais ou não), performances sofríveis, uma caricatura do grande Rei que um dia fora. Muita grana, pouca satisfação.

Vejamos o que diz o Mapa da Revolução Solar de Elvis, e demais técnicas de previsão, para aquele ano de 77:



- Elvis estava vivendo a Profecção (técnica onde cada casa representa um ano de vida do nativo, começando pela casa 1) de Casa VII que abre em Gêmeos, que é regido por Mercúrio. Esse Mercúrio está na Casa II do mapa natal, indicando um período de relacionamentos, associações, parcerias que envolvessem dinheiro, bens. Tudo isso por meio da sua carreira e parcerias, já que esse Mercúrio é regente da Casa X ou Meio do Céu e da Casa VII. Elvis estava novamente com seu antigo empresário Tom Parker, após demiti-lo, ser pressionado pela família e ser obrigado a recontratá-lo. 

- Estava vivendo a Firdária (tema principal) do Sol, que em seu Mapa natal está na Casa II (regido por Saturno). E Sub-Firdária (tema secundário) de Mercúrio, que em seu Mapa natal está também na Casa II (regido por Saturno). O Saturno de Elvis era em Aquário, domiciliado e na Casa III. Reforçando a técnica da Profecção: novamente a Casa II envolvida, apontando período para dinheiro, bens, envolvendo a Casa III. Bens por meio de parentes, por meio de deslocamentos, suas turnês, por exemplo. Money, money.

- Nas Direções Secundárias (outra técnica de previsão), a Lua Progredida Pré-Natal está na Casa VIII (Casa da Morte).

- Nos Trânsitos, em Agosto de 77, Saturno estava a 15º de Leão começando uma oposição (tensão) ao Saturno natal de Elvis (25º de Aquário). E Júpiter (regente e almutem do Ascendente do mapa natal e na Casa XII) passava pela Casa VI da RS. Casas e Eixo das Doenças, enfermidades.

- Sabemos que os planetas transpessoais devem ser analisados com cuidado, transitam lentamente, ficando muito tempo em um Casa. No caso do Elvis, Plutão estava em conjunção (= junto) a Marte há algum tempo. Mas é um item "plus" na conta das evidências; Marte é o almutem do mapa, ou seja, um planeta maléfico junto ao protagonista, ao ator principal do mapa, sinalizando problemas.

Começamos a olhar o Mapa da Revolução Solar (RS) agora:
- O almutem (Planeta Protagonista da história e mais importante) da RS é Vênus em Peixes, exaltada (= forte) na Casa I (Vitalidade), regendo a Casa VIII (a da Morte) e Casa III.

- O Ascendente da RS (que testemunha pela Vida do nativo) abre em Aquário, regido por Saturno (o Grande Maléfico). Saturno em Leão, exilado e retrógrado (= enfraquecido) na Casa VI (das enfermidades) já mostra um ano de baixa vitalidade e possíveis problemas de saúde. Este Saturno também rege a Casa XII e é almutem das Casas I, VIII e XII, casas que testemunham sobre a vida, morte, fins, doenças, hospitais.

- A Lua do ano é Leão. Lua Majestade. Lua do Rei. Essa Lua faz aspectos desarmônicos durante os meses de janeiro a agosto com Saturno e Júpiter.
Lua junto a Saturno (aspecto exato em abril de 77) e Lua em quadratura com Júpiter (aspecto exato em ago/77). Saturno é significador natural de morte. Júpiter, o planeta que no mapa de Elvis tem papel importante e é significador da vitalidade (Casa I) e dos Fins (Casa IV), em uma Casa desafortunada (XII), e tem como dispositor a Lua. Lua que rege a Casa VIII.

A Lua-Saturno em Leão dá o Tom do ano. Ano em que o Rei estava melancólico. O coração do Rei estava triste, tanto que a morte foi causada por um colapso fulminante associado a uma disfunção cardíaca. O Coração é regido por Leão. 

Saturno em Leão é um Rei que não quer ficar  velho, ultrapassado. Não aceita passar o trono para um mais novo, ter um sucessor. E realmente não teve. Ele morreu e mesmo morto não deixou de ser O Rei.

Encerramos este post com um dos vídeos mais emblemáticos do revolucionário Rei do Rock: https://www.youtube.com/watch?v=gj0Rz-uP4Mk 

Gratidão por nos acompanhar em mais este post sobre os astros do céu e da Terra, e p-p-po-por ho-hoje é-é só, pessoal! Valeu!

Ana K. e Cao.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Mapa de Jimi Hendrix

Hendrix virou referência de Guitarrista, com “G” maiúsculo: não um mero arranhador de cordas, dedilhador de notas, nem alguém que sabe os acordes corretos para levar uma música com competência até seu final, mas alguém que parece se fundir com o instrumento, tamanha é a integração entre eles: não dá para saber onde termina o braço humano e onde começa o braço da guitarra, um é a extensão do outro.

Quando tocava, Hendrix parecia que estava possuído, e quem sabe estava mesmo! Veja como ele estava nesse solo fantástico: https://www.youtube.com/watch?v=a6meMBtTgKQ

A criatividade, inesperada, aparentemente caótica, mas que expande a harmonia, que flui na música, no Rock e em todas as formas de mostrar a conexão do humano com o divino, se fazia som e usava Hendrix como médium. As mãos dele faziam a guitarra falar, uma linguagem supra-humana e sem fronteiras, convertendo os sopros das musas inspiradoras em notas musicais inimitáveis.

Jimi abriu novas possibilidades para os guitarristas, anos-luz à frente de tantos outros, como Ritchie Blackmore, Jimmy Page, Eric Clapton, Jeff Beck, Stevie Ray Vaugham, Joe Satriani e muitas outras feras, que por si só já são virtuoses e referências talentosíssimas do Rock.

Fulgurante e fulminante, Jimi Hendrix surgiu, brilhou como uma supernova (estrela que explode e por algum tempo brilha tanto, ou mais, que uma galáxia inteira, depois vai se apagando, mas deixando sua marca no firmamento) e logo voltou à fonte das ideias e talentos de onde emanam todas as Artes que expressamos e apreciamos. Continua atual, vanguardista e impressionante para quem quer que ouça o que ele tocou.

Vejamos, então, seu mapa natal e as relações entre sua vida terrena e o que os astros anunciavam.



Johnny Allen Hendrix, que depois seria rebatizado como James Marshall Hendrix, nasceu em Seattle, às 10:15 de 27 de novembro de 1942, e também foi sepultado lá após desligar-se do planeta Terra aos 18 dias de setembro de 1970 em Londres – apesar de ter pedido “não me enterrem em Seattle, lá é muito frio e úmido”.

Com três planetas – Sol (essência), Mercúrio (expressão) e Vênus (relacionamento) – e também o Ascendente (imagem e corpo físico) em Sagitário (animado, exagerado, espalhafatoso, generoso, expansivo), fica fácil entender as roupas coloridas e nada convencionais, o cabelo indomável, o visual sempre mutável e as performances apoteóticas no palco: Jimi não apenas quebrava a guitarra, como o The Who e outros já tinham começado a fazer, mas continuava tocando nos destroços, ou então colocava fogo neles. Em outras vezes, tocava com os dentes, ou colocava a guitarra nas costas e continuava a tirar sons nunca antes imaginados daquele instrumento.

Sua infância foi confusa e turbulenta:

- quando Jimi nasceu, seu pai estava no exército e chegou a ficar preso, para impedir que fugisse e fosse visitar o filho recém-nascido, que só pode conhecer após três anos. O Sol de Jimi está entre as Casas XI e XII; na Casa XII, um dos significados é de pai desconhecido, distante ou ausente...

- foi o segundo dos cinco filhos do casal Al Hendrix/Lucille Jeter, nasceu Johnny Allen e anos depois foi rebatizado James Marshall à a Casa III (infância, irmãos) do mapa abre em Peixes (coisas confusas, no sentido de sem definição, pouco claras), cujo regente Júpiter (expansão) está exaltado (forte) em Câncer – ou seja, dificilmente Jimi seria filho único ou teria que dividir o quarto com apenas um irmão.

- esse Júpiter em Câncer faz conjunção (está junto) à Lua domiciliada (muito forte), ambos marcando profundamente a importância e influência da família: além de conseguir rastrear suas origens até uma tataravó índia Cherokee, Jimi tinha ascendentes africanos e irlandeses. No lado negativo, os problemas com álcool que Al e Lucille tiveram, como parte da vida difícil que levaram quando Jimi era criança, pode ter sido um dos gatilhos que levaram o Jimi adulto a entrar no álcool, e depois nas drogas.

- a Casa IV (família de origem, lar) abre em Áries (energia, impaciência, brigas, confusão), regido por um Marte domiciliado em Escorpião (Marte é o regente clássico desse signo): mudanças constantes de residência, brigas, separações e finalmente o divórcio de Al e Lucille marcaram a infância de um Jimi que se mostrava tímido e sensível. Tal timidez pode ser ligada a seu Saturno (instituições tradicionais, autoridades) fazendo oposição ao seu stellium (conjunto de planetas) em Sagitário: seu impulso natural de expansão ainda estava com uma tampa pesada demais em cima dele.

Seu Sol em Sagitário recebe junto com a oposição de Saturno, também a oposição de Urano, que está conjunto a Saturno em Gêmeos: tinha de lidar com a constante pressão interna entre ou atender à sua sede de liberdade, ou se sujeitar ao que lhe era imposto por figuras em posição de autoridade sobre ele, como seus pais, a escola na infância e adolescência e o exército – em que ingressou para não ir para a cadeia quando foi pego dirigindo carros roubados... Haja tensão e ansiedade.

Mercúrio em Sagitário, oposto a Urano, aumenta a ansiedade e a agitação, mas também a facilidade em aprender: aos quinze anos conseguiu comprar sua primeira guitarra e dedicava-se diariamente por horas a fio a explorar e aprender a tocar o instrumento. O Sol recebendo trígono de Plutão pode explicar essa força de vontade em perseguir o que quer.

Sua Casa VI abrindo em Gêmeos, regido por esse Mercúrio tenso e acelerado, reforça a habilidade manual e assim completa o quadro: Jimi era um canhoto que tocava guitarra de destro ao contrário e sem trocar as cordas; incorporou à sua música o uso de distorções, microfonia e pedais, reinventando a forma de tocar e ultrapassando qualquer limite até então sonhado no uso da guitarra, levando o Rock and Roll Hall of Fame a declará-lo como o maior instrumentista da história do Rock.

(Em novembro de 1966, o Jimi Hendrix Experience, com Jimi na guitarra e vocais, Noel Redding no baixo e Mitch Mitchell na bateria, fez uma apresentação no clube noturno londrino Bag O’Nails, e na plateia estavam nada mais, nada menos que Eric Clapton, John Lennon, Paul McCartney, Jeff Beck, Pete Townshend, Brian Jones, Mick Jagger e Kevin Ayers, que ficaram estupefatos com o que ouviram, e suas reações extremamente positivas ajudaram a alavancar a carreira do jovem astro que despontava).

Gêmeos também abre a Casa VII (parcerias, relacionamentos) e aqui temos uma curiosa possibilidade do signo duplo: Jimi tinha preferência em ir para a cama com duas mulheres de uma vez.

Apesar de viver na chamada Era do Flower Power (o Poder da Flor), pregada pela geração Hippie, a vida estava longe de ser só flores para Jimi. Depois da infância pobre, superou as adversidades, virou astro de primeira grandeza e foi o artista mais bem pago do Festival de Woodstock , mas seus fantasmas podiam ser rastreados no mapa natal: 

- o Sol de Casa XI/XII trígono a Netuno reforçando o lado artístico, criativo, inspirado, mas também sujeito a vícios e alienação/ilusão; 

- Mercúrio oposto a Urano, acelerando o lado caótico; 

- Lua quadrando o Meio do Céu, apontando seus rompantes que causavam desentendimentos e rupturas com os parceiros musicais; 

- e Marte em domicílio (muito forte) em Escorpião e feral, isto é, sem fazer nem receber aspecto a planeta algum, sem ter qualquer referência para funcionar, podendo então ficar hipo ou hiper-ativo, funcionar para o que tinha de bom e também de ruim: Jimi tinha energia de sobra para tocar e criar, mas seu Lado Negro da Força aparecia quando ele bebia, e de um fulano legal, passava a ser um ciclano violento que quebrava quartos de hotel.

Seu primeiro retorno de Saturno – a volta de Saturno à posição celeste do instante do nascimento, após 28 a 30 anos – que entre outras coisas traz o aviso de “amadureça e cresça”, começava a pintar no horizonte de Jimi. Mas Hendrix saiu do corpo antes que Saturno chegasse, asfixiado pelo próprio vômito após uma overdose de barbitúricos.

É difícil dizer se inconscientemente Jimi fugiu dos limites de um mundo muito defasado e que o tolhia, ou se fugiu de si mesmo e do que trazia em seu íntimo.

Por coincidência ou não, na genial interpretação que fez de All Along The Watchtower, de Bob Dylan, Jimi canta o desconforto e o desejo de escapar:

“There must be some way of here
Said the joker to the thief
There’s too much confusion
I can get no relief”…
(deve haver algum jeito de sair daqui
disse o piadista ao ladrão
tem confusão demais,
eu não tenho sossego...)

Para encerrar, ouça essa música completa em https://www.youtube.com/watch?v=TLV4_xaYynY
grato pela companhia, e até o próximo post!

By Cao


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Mapa do Joe Cocker

John Robert Cocker nasceu em 20 de maio 1944 às 05:00 (horário inglês de verão em 1944 = adiantar o relógio duas horas em relação ao horário normal) em Sheffield, Inglaterra. Virou Joe Cocker, depois Vance Arnold, voltou a ser Joe Cocker, arrebentou no Festival de Woodstock cantando “With a Little Help of my Friends” (dos Beatles), virou astro de primeira grandeza do panteão do Rock e em 22 de dezembro de 2014 bateu asas rumo à Constelação do Rock que cresce cada vez mais do outro lado da vida.
Mapa:

Olhando seu mapa natal, a primeira coisa que chama a atenção é um stellium (agrupamento de planetas) em Touro e na Casa I: Sol, Lua, Mercúrio e Vênus. E daí? Daí que uma concentração de planetas em um local do mapa reforça o fluxo de energia naquele ponto e afeta mais intensamente os assuntos daquele signo e daquela Casa. Em Touro, Vênus está em domicílio e a Lua está exaltada, além de ser Almutem (Protagonista) da Carta junto com a Lua; traduzindo o astrologuês, isso aumenta o foco em alimentar-se, nutrir-se, satisfazer os sentidos físicos e ter prazer com eles, apreciar o conforto (e ter facilidade a ganhar massa corporal...). Pelo seu manequim “fortinho”, Cocker era tipicamente taurino. Puxando um pouco mais a análise, os problemas com álcool e drogas que ele teve durante anos podem ser vistos como uma forma de inebriar cada vez mais seus exaltados sentidos físicos.Touro também rege a garganta: o vozeirão inconfundível era sua marca registrada. A Casa III (comunicação) abre em Gêmeos, cujo regente, Mercúrio, está em Touro, na Casa I: sua voz e sua imagem eram sua melhor forma de expressar-se e interagir com o mundo exterior. O trígono de Mercúrio com o Meio do Céu (carreira, status) dão pistas sobre como ele ganharia destaque socialmente.
E quem viu suas performances viscerais ficava impressionado com sua presença física intensa: Áries (corpo físico) no Ascendente, e o stellium na Casa I (que muitos astrólogos consideram equivalente a Áries), mais o sêxtil Sol-Marte, reforçam-se essa questão da energia, intensidade e os gestos incontidos – Cocker foi um dos precursores do Air Guitar (fazer os gestos de tocar uma guitarra durante a música, como se estivesse com uma... guitarra de ar!), décadas antes do termo ser inventado.O regente do Ascendente é Marte, que está em Câncer, na Casa IV; um Marte em queda, tolhido, às vezes enfraquecido, até explodir em arroubos emocionais ou impulsivos – reforçados por uma quadratura Lua-Marte. E temperando o vozeirão com rouquidão e aspereza; um vozeirão potente, mas completamente distinto, por exemplo, dos de Bruce Dickinson, Ronnie James Dio e Freddie Mercury (ainda não os posts sobre eles aqui no blog? Vá logo ler!).
Tinha Júpiter em Leão na Casa V: sua expressão criativa buscava, precisava e crescia com a luz dos holofotes. Não nasceu para ser anônimo: começou na música aos 12 anos e ainda adolescente, mesmo enquanto ganhava a vida como frentista num posto de gasolina, corria atrás de sua carreira musical. Começou tocando bateria e gaita, mas depois assumiu os vocais.
Seu Saturno em Gêmeos na Casa III é o regente do Meio do Céu, reforçando a tendência de que sua evolução social estaria muito ligada à sua capacidade e forma de comunicação. Esse Saturno é feral: não faz nem recebe aspecto de nenhum planeta, tornando-se assim errático – ora letárgico, ora turbinado; ajuda a entender oscilações de sucesso e de baixa na carreira. Também traz mais informações: pela Astrologia Tradicional (ou Clássica), Saturno é o Grande Maléfico; está em Gêmeos – ligado ao sistema respiratório (incluindo os pulmões) – fazendo conjunção às estrelas fixas Saiph e Wazn, e foi devido a um câncer nos pulmões que John Robert “Joe” Cocker deixou de respirar e de soar sua voz potente neste mundo.E o que os astros nos dizem sobre o momento do embarque de Cocker para o (mais) além? Para ver isso, temos várias técnicas (e mapas) adicionais ao mapa natal: Trânsitos, Progressões, Firdária, Profecção, Revolução Solar... nomes meio estranhos, mas que funcionam.

Vejamos o mapa da Revolução Solar para 2014:
- Saturno (o Grande Maléfico) em Trânsito estava no final de Escorpião (fim de ciclo, morte, renovação), na Casa VIII (Casa da Morte), em oposição (grande dificuldade) ao Sol (essência e vitalidade) natal. Esse Sol também é o Almuten (“o vitorioso” – o planeta protagonista e mais forte do mapa) do Ascendente (corpo físico) e faz conjunção (está junto) a Algol, a estrela fixa mais maléfica dos céus, associada a morte e desgraças;

- Cocker estava vivendo a Profecção de Casa XI (técnica onde cada casa representa um ano de vida do nativo, começando pela casa 1) que abre em Aquário, que é regido por Saturno: esse é o planeta que dá o tom dos acontecimentos. Saturno – que indica debilidade, fragilidade e possivelmente problemas em órgãos, partes ou áreas do corpo, também rege a Casa III do mapa natal (que abre em Gêmeos, associado ao sistema respiratório e pulmões). A casa XI fala de amizades, ideais maiores;

- titio Joe também estava vivendo a Firdária do Nodo Norte (para os Antigos não era bom sinal); em seu Mapa natal esse Nodo está em Leão (regido pelo Sol, aquele que está com a espada de Algol em seu pescoço), na Casa IV (a Casa do fim de todas as coisas);

- no mapa da Revolução Solar, o Almuten é Vênus exilada em Áries (= enfraquecida) e próxima ao Nodo Sul (= não bom). O Ascendente da Revolução Solar é Aquário (19º de Aquário, abrindo a casa XI do Mapa Natal, reforça a Profecção, indicando ano com amigos), regido por Saturno retrógrado (reforça as características difíceis) em Escorpião na Casa VIII/IX – de novo Saturno, Escorpião, Casa VIII... Marte (o Pequeno Maléfico), regente de Escorpião e da Casa VIII do mapa de Joe, está exilado (= contido e de mal humor) em Libra na Casa VIII e, por signo, próximo ao Nodo Norte (não bom), repetindo a configuração tensa do mapa natal;

- a Lua do Ano também está em Aquário na casa XII, I, regido por – lembraram? – Saturno retrógrado em Escorpião na Casa VIII/IX... em dezembro temos essa Lua conversando bem (sextil) com uma Vênus mal posicionada em Áries, em tensão (quadratura) com Saturno em Escorpião, bem com Mercúrio em Gêmeos, mas começando uma quadratura com Sol+Algol na Casa VIII;

- nas Progressões Secundárias, a Lua faz oposição a Vênus (o Almuten da Revolução Solar e do Mapa) e quadratura a Saturno, na Casa VI (a Casa das Doenças). Ou seja, Vênus, Marte e principalmente Saturno, aparecem repetidamente em indicações de dificuldades, que combinadas, ajudam a mapear o desfecho de 22/dezembro/2014.
Esse é o lado Arte da astrologia: como garimpar, identificar e entender os muitos sinais que os céus nos mandam diariamente, mostrando a nossa ressonância com o universo (e vice-versa).

Para recordar o bom e velho Joe, vamos encerrar curtindo Unchain My Heart: https://www.youtube.com/watch?v=1F3JvKOP5C0
Show em Cologne em 2003 - https://www.youtube.com/watch?v=1Lwg0ZlPTJA

Gratos pela companhia e até o próximo post!

Cao e Ana K.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Woodstock: "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música"?

Há 45 anos acontecia o lendário Woodstock, festival que reuniu cerca de 450 mil pessoas (ou até 650 mil, dependendo da fonte) em prol de revoluções e transformações sociais. A geração de Woodstock vivia o ápice do movimento da Contracultura que contestava o consumismo, a indústria, o conservadorismo, o nacionalismo, as armas nucleares, a guerra no Vietnã, e erguia a voz pelos direitos das mulheres.
Como evento, Woodstock foi “O Festival”, foi o que definiu o formato e a mística de todos os festivais que se seguiram, desde o Festival da Ilha de Wight de 1970, passando pelo brazuca Festival de Águas Claras (primeira edição: 1975) e seguindo com Rock In Rio, Lollapalooza, Monsters of Rock e todo outro festival posterior a 1969. Se existiu algum festival anterior a Woodstock, é como qualquer lâmina de barbear anterior à Gillette: pode ter sido pioneiro, mas não marcou a História.
Foi na década de 60 que o mundo conheceu o principal movimento da Contracultura, Os Hippies. Eles defendiam o amor livre e a não violência. Muito foi falado sobre a Era de Aquário naquela época, inclusive no pôster: Woodstock: “Uma Exposição Aquariana: 3 dias de Paz & Música”.


Será que Woodstock foi tão aquariano assim? Vamos olhar o mapa do dia do festival:

Em junho de 1966 houve o início do ciclo astrológico Urano-Plutão em Virgem, que sinaliza mudanças profundas nos hábitos e costumes, e preocupação com o meio ambiente, trabalho, indústria (alimentícia, farmacêutica). Esse ciclo se completará apenas em 2104. Como todo ciclo possui suas fases, até 2016 estaremos na fase crescente (quadratura), na adolescência desse ciclo. Nestes últimos anos começamos a ver os temas da década de 60 voltarem à tona.
O mapa do evento possui predominância do elemento Terra, começando pelo Ascendente em Capricórnio e o seu regente Saturno em Touro, também signo de Terra. A Lua do dia estava em Virgem – mais Terra! – junto com Mercúrio, reforçando os temas desse signo que também são temas da década, como vimos acima (Urano-Plutão em 66).
O regente do mapa, Saturno, está em Touro e na Casa 4. Esse posicionamento mostra o conservadorismo, preservação das tradições e a necessidade de segurança material.
E aí começamos a ver coisas curiosas e interessantes de Woodstock: ápice do movimento hippie, saudava a Era de Aquário. Mas, veja bem: paz, amor e música, e uma boa dose de escapismo (quase sempre via drogas – sexo ajuda, também), são coisas predominantes de Peixes, e além disso, conforme a precessão dos equinócios, a Era de Aquário ainda vai levar uns 200 anos para começar, então na época de Woodstock, faltavam pelo menos 245 anos... e estar certo de uma coisa, quando é outra, ou seja, estar perdido no tempo e no espaço, bate mais com o arquétipo de Peixes do que com Aquário.
No mapa do evento Woodstock, também podemos usar um pouco da abordagem da Astrologia Eletiva (a escolha do melhor – ou menos ruim – momento para um evento, tarefa, etc.). Sob esse olhar, o Ascendente fala da cara (aparência do evento), a Lua fala da alma (anima, vida), o Sol informa sobre o espírito (essência) e o Meio do Céu mostra para onde caminha aquele evento que começou com a cara do Ascendente.
O Sol está em Leão: quer ser grandioso, chamar a atenção e ditar as normas. Considerando que este Festival foi o maior até então - esperava-se no máximo 200 mil pessoas, vieram de 450 mil a 650 mil -, atraiu a atenção do mundo todo, virou a referência dos festivais de música e entrou para a história como o festival que marcou uma era, está coerente com a informação astrológica.
A quadratura de Leão a Netuno no Meio do Céu faz sentido com o (escandaloso na época) consumo de drogas e achar que era uma celebração de Aquário, quando era mais pisciano que outra coisa.
Olhando a alma do festival, temos a Lua em Virgem. Se nos restringíssemos somente ao signo para interpretar o planeta, teríamos aqui uma expressão contida, um tanto fria e racional, exigente, crítica, detalhista, tímida e insegura, e dificilmente estabeleceríamos relação entre essa descrição e o que se viu em Woodstock.
Mas aí entra a beleza dos conhecimentos legados por séculos de estudos e do trabalho de estudiosos e praticantes, pois ao olharmos os aspectos que essa Lua recebe, a leitura se expande e se enriquece:
- a conjunção com Mercúrio fala da interação e comunicação com muitas pessoas, de forma rápida e inquieta, e da troca de informações;
- a conjunção com Urano reforça isso e acrescenta anseio (e ansiedade) por liberdade, mudanças e novidades – rompimentos, até –, ao mesmo tempo em que coloca o fator intelectual como (suposta) razão para validar as emoções reprimidas que querem sair de uma vez, como se o amanhã (Urano) e o ontem (Lua) fossem momentaneamente anulados e só o agora é que importasse;
- a conjunção com Plutão traz a sensação de querer controlar e mandar – a Lua em Virgem, autocontida/autorreprimida, quer dar as cartas – e também sinaliza o final de um ciclo que não se sustenta mais, e o início de um novo e desafiador período, que assusta, mas ao mesmo tempo faz redescobrir a força interior;
- o sêxtil de Netuno reforça a questão do sonho, da inspiração (e da piração) se refletindo na expressão artística ampliada.
E como foi a cara do festival? O Ascendente em Capricórnio indica algo sem graça, sem charme, e seu regente Saturno em Touro aponta para a importância de satisfazer os sentidos e sensações físicas. Como a maioria do público do festival foi de cabeludos e barbudos desgrenhados, recobertos por muita lama (sem trocadilho: lembrou-se da predominância do elemento Terra no mapa do evento?) ao longo dos três dias, mas que pouco ligavam para as condições precárias, desde que tivessem – como diz o ditado – sexo, drogas e rock’n’roll, faz sentido, lembrando que essa foi a cara (aparência) com que começou o festival, e não sua essência.
O Meio do Céu em Escorpião indica onde chegou o festival: intensidade, magnetismo, profundidade. Será que foi assim? Woodstock deveria ter terminado na noite do domingo, 17 de agosto, e desde a tarde tinha gente já indo embora – ficaram “só” 150 mil – e o clima mágico se dissipava. Só que as 25 mil pessoas que continuaram lá viram na manhã da segunda-feira, 18 de agosto, Jimi Hendrix subir ao palco e finalizar de fato o festival, tocando Star Spangled Banner, o hino americano, (assista! https://www.youtube.com/watch?v=sjzZh6-h9fM) de maneira visceral, como jamais tinha sido feito antes, misturando em sua guitarra distorção e protesto contra a guerra do momento (Vietnã), sem palavras, mas com uma intensidade e força que ajudaram a sacramentar Woodstock como um marco musical, cultural e social.
Vamos parar este post por aqui, porque falar de Woodstock, suas atrações musicais e as relações astrológicas é assunto para muitos posts, ou um livro.
Curta mais um pouco de Hendrix tocando Purple Haze em Woodstock (https://www.youtube.com/watch?v=m9Fia94-xGA)

Gratidão e até a próxima!
Ana K e Cao.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Mapa Natal de Freddie Mercury

Se alguém dissesse a você que a voz mais bonita e versátil do Rock é de Farrokh Bulsara - ou Pharōkh Balsārā, em Gujarat, a língua nativa de seus pais - nascido em Zanzibar (Tanzânia) em 5 de setembro de 1946, às 05:10, filho de pais indianos, provavelmente a sua reação seria: "Quem?".

Na verdade, você quase acertou: a resposta certa seria "Queen", ou melhor Freddie Mercury, cidadão britânico, pois em 1946 tanto a Tanzânia quanto a Índia pertenciam ao Império Britânico (http://www.freddie.ru/e/bio/http://en.wikipedia.org/wiki/Freddie_Mercury).

Provavelmente devemos às origens indianas de Freddie o fato da sua hora de nascimento ter sido registrada e divulgada (boa parte dos roqueiros ocidentais com mais de 40 anos não tem essa hora registrada, ou ao menos divulgada): para os indianos, a astrologia é algo levado a sério e é costume fazer o mapa natal das crianças logo após o nascimento.

Isso nos permite explorar um pouco mais o mapa desse grande vocalista, compositor e sensacional showman. Vamos lá?


Nas apresentações do Queen ao vivo, Freddie tinha performances teatrais, dramáticas, provocativas, magnéticas, que arrebatavam a audiência; quem viu shows ao vivo do Queen sabe como era difícil tirar os olhos do tio Farrokh correndo, dançando, pulando, interagindo com a platéia e soltando aquele baita vozeirão. Tive a oportunidade de ver o Queen se apresentar no estádio do Morumbi em 1981: foi um p#t@ show, o Queen foi ótimo e o Freddie foi duca!

Longe dos palcos e holofotes, porém, Freddie era descrito como tímido e retraído, principalmente com pessoas que não conhecia bem, e dava poucas entrevistas. Como pode?

O mapa de Freddie nos ajuda a entender isso:
- o Sol  - que representa a essência da pessoa -  está em Virgem, signo caracterizado por ser metódico, atento a detalhes, perfeccionista, exigente e suscetível a críticas, e também tímido ou reservado... Esse perfeccionismo pode ser visto na música mais famosa do Queen, "Bohemian Rhapsody": uma música de estrutura complexa, com mudanças e quebras de ritmo, considerada uma opereta de rock, mas acima de tudo com Freddie tocando o piano - como tocou em várias outras músicas, pois aprendera piano quando criança, com um talento testemunhado por muitos - porém duvidando da própria competência para tocar perfeitamente o piano sem esquecer alguma nota, e assim progressivamente deixando o instrumento de lado em apresentações posteriores... Por estar na Casa 1, esse Sol faz com que o foco da atenção da pessoa seja ela própria.
- o Ascendente - que representa a persona, filtro ou máscara com que vemos o mundo e somos vistos por ele - está em Leão, que se caracteriza por querer ser o centro das atenções, dominar o palco e estar nos holofotes, ser teatral, dramático, dado a exageros, magnético, ousado...

A Lua (emoções) está em Sagitário e na Casa 5 (autoexpressão criativa, lazer, prazer), com aspectos positivos com Mercúrio, Vênus e Júpiter, e uma tensão pedindo para ser trabalhada e ajustada com Urano. Isso ajuda a entender as festas de arromba que Freddie fazia, sua sensibilidade e a expressão talentosa, sensível, criativa, artística e às vezes até pouco convencional:
- Freddie, além de cantar, tocava piano e guitarra (mesmo sendo extremamente crítico em relação a si mesmo) e aos 12 anos tinha formado sua primeira banda (The Hectics) na escola. Seus amigos diziam que ele tinha uma habilidade muito grande em ouvir algo no rádio e reproduzir no piano.
- ele também estudou arte e graduou-se pela Ealing Art College. Foi ele quem desenhou o logo do Queen:


O belo desenho também tem semelhança com os brasões da nobreza inglesa, mas a coisa fica mais interessante quando consideramos a ascendência indiana - rica em simbolismo - de Freddie: o logo traz a representação dos signos astrológicos dos integrantes da banda: duas fadas (Virgem) para Freddie Mercury, dois leões (Leão) para Roger Taylor e John Deacon, e um caranguejo (Câncer) para Brian May. 

Vamos aproveitar e explorar essa questão da herança cultural de Freddie: astrologicamente, as origens da pessoa são indicadas na Casa 4, que neste caso abre em Escorpião (que não se revela abertamente a qualquer um, precisa de investigação e pesquisa, é profundo), cujo regente moderno (Plutão) está na Casa 12, casa das coisas ocultas ou que não estão às claras... e nosso amigo era um cidadão britânico, nascido na África e de origem persa/indiana; ou seja, só quem vai a fundo é que começa a descobrir a complexidade dessa figura.

Mesmo com talento e uma presença de palco espetacular, o que mais chamava a atenção em Freddie era sua voz. Touro rege a garganta e as cordas vocais, e neste mapa Touro está no Meio do Céu - que dá indicações sobre a posição social e a carreira da pessoa - e é inegável que a voz maravilhosa ajudou muito Freddie a ter as oportunidades para mostrar seu talento e competência e construir sua carreira.

Outro aspecto muito discutido sobre Freddie, nos anos 1980 e 1990, era sua sexualidade. Ele era bissexual, numa época em que isso (e a homossexualidade) ainda era motivo de polêmica, mas evitava tratar do assunto em público. Olhando a Casa 7 - casa dos relacionamentos parcerias (afetivas ou comerciais) - vemos que ela abre em Aquário, indicando a preferência por parcerias onde tenha liberdade, novidade e variação, e pouco convencionais. Freddie se relacionou com muitas pessoas, mas quem foi mais marcante e com quem viveu por anos foi Mary Austin, para quem escreveu "Love Of My Life" e a quem considerou sua única amiga de verdade na vida. Se olharmos Urano, o regente moderno de Aquário (que abre a casa dos relacionamentos), veremos que ele está na Casa 11, a casa dos amigos. Coincidência?

Por fim, Freddie contraiu AIDS em seus múltiplos relacionamentos; sua saúde piorou e ele se isolou até a morte, em 1991. O mapa nos dá algumas coisas para pensar:
- a Casa 12 é a casa das doenças crônicas, do isolamento e das coisas ocultas; no mapa de Freddie, essa Casa abre em Câncer, cujo regente é a Lua em Sagitário na Casa 5: potencial para doenças provocadas pelo prazer, levando ao isolamento;
- na Casa 12 está Plutão (sexo, morte, fim de ciclo) conjunto a Saturno (o grande maléfico, na visão da Astrologia Tradicional);

Para encerrar mais este post BY CAO, vai o link para curtir Bohemian Rhapsody: 

Até a próxima!