sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Capricórnio

Em 21/dezembro/2017, mais uma vez o Sol atinge o ponto mais ao sul de sua trajetória aparente pelo céu e então temos o solstício em Capricórnio, marcando o início do Verão no hemisfério sul e do Inverno no hemisfério norte.

Capricórnio é signo feminino, noturno, Seco e Frio, cardinal. É o domicílio noturno de Saturno, que também é Frio (contração) e Seco (estrutura, isolamento, rigidez), e aí tem essas qualidades reforçadas e que podem chegar ao excesso, por isso os antigos consideravam que Saturno, que é masculino e diurno, apresenta o melhor de si quando está no seu outro signo, Aquário, que além de masculino e diurno é também Úmido e Quente e assim equilibra melhor a atuação do planeta dos anéis famosos e formosos.

Também em Capricórnio, Marte tem exaltação, a Lua se exila e Júpiter está em queda: não é um signo para se sonhar acordado, ficar parado ou olhando para trás. Capricórnio pede os pés no chão e movimento à frente, troca as lágrimas por suor e valoriza cada gota de sangue, não se permite ser fraco e cobra responsabilidade. A Cabra chega ao topo após galgar cada degrau do caminho.

Por isso, é onde a estruturação garante a base do sucesso, estabelece a tradição e a referência, dá a ambição que alavanca as realizações e o desenvolvimento, mas quando desrespeita o tempo, passa do ponto e quer ir além da sua vida útil, perde o sentido e aí vira ganância, a prisão que engessa e restringe, o peso que traz agonia, o conservadorismo que atrasa, a estagnação que pede renovação.

Capricórnio estará movimentado por estes tempos: além do Sol, que fica ali por 30 dias a partir de 21/dezembro, também recebe Saturno de 20/dezembro até o final de 2020. Vênus fica lá de 25/dezembro a 17/janeiro; Mercúrio, retrógrado, retorna a Capricórnio em 11/janeiro, mas logo volta ao movimento direto e vai embora em 31/janeiro. E a Lua passa por lá de 14 a 17/janeiro. Esse céu sugere comprometimento, disciplina, cumprir a lei, andar na linha, respeitar as regras e contratos sociais, ter seriedade. O desafio é manter o brilho no olhar e o humor, trabalhar amparado pelo sonho que inspira e não apenas de olho no resultado.

Lemmy Kilmister, vocalista, baixista e líder do Motörhead, com Sol e Ascendente em conjunção partil (mesmo grau) em Capricórnio, compartilha sua visão do signo em Capricorn no álbum Overkill (https://www.youtube.com/watch?v=omByn4sirPs).

Hoje é o dia de Vênus e esta é a hora de Marte.

Cao (Claudinèi Dìas) – Astrologia do Rock

#Capricornio #Solsticio #Capricorn #Motorhead #AstrologiadoRock #RockNRoll #EstudosAstrologicos #TradicaoAstrologica #AstrologiaTradicional

Origem da imagem: Pinterest


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Sobre Astrologia Tradicional

Gente, um minutinho de atenção...
As vezes nos deparamos com textos que falam que a Astrologia Tradicional é uma "vertente astrológica" o que é um GRANDE equívoco. O próprio nome já fala: tradicional, ou seja, astrologia praticada desde a sua origem. Raiz, com fundamentos, tradição astrológica. Ela que foi praticada até o século XVII. Nesse período houve a revolução cientifica e vários episódios se desdobraram colaborando para o corrompimento da tradição astrológica.
A astrologia moderna é uma criação do século XIX, época do nascimento de escolas esotéricas que fizeram uso da tradição mas com diversas modificações. E aí sim, surgem as vertentes que se conhece atualmente.
Obrigado!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Por que utilizar os sete planetas?

Às vezes nos perguntam: com tanto planeta e asteroide à disposição hoje em dia, por que a Astrologia Tradicional (ou Clássica) continua a trabalhar com sete planetas?

A resposta está, como o próprio nome diz, dentro da Tradição Astrológica: os conhecimentos e procedimentos que foram sendo construídos e validados ao longo dos séculos, desde pelo menos o terceiro milênio a.C., até o século XVII d.C., se basearam em sete planetas. E para a Astrologia, planetas são as luzes que se movimentam pelo céu, em contraposição às luzes (aparentemente) fixas, que são as estrelas.

Assim, são planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, bem como as duas luzes maiores e mais importantes do céu – o Sol e a Lua, chamados de Luminares. Urano, Netuno e Plutão, descobertos entre o século XVIII e o século XX, não possuem luz visível a olho nu e assim não atendem o requisito para serem planetas na Astrologia Tradicional. O mesmo vale para os asteroides e qualquer corpo celeste sem luz perceptível sem recursos tecnológicos.

Tão marcante na cultura e na vida dos povos foi essa relação com os sete planetas, que uma das unidades básicas de tempo para os nossos calendários e para organizarmos a vida cotidiana é a semana: sete dias, que correspondem a uma fase da Lua e cujos dias, em várias línguas, foram batizados com o nome dos sete planetas: Dia do Sol (domingo), Dia da Lua (segunda-feira), Dia de Marte (terça-feira), Dia de Mercúrio (quarta-feira), Dia de Júpiter (quinta-feira), Dia de Vênus (sexta-feira) e Dia de Saturno (sábado).

O pensamento e a prática astrológica foram moldados e ajustados ao longo de mais de quatro milênios, resultando num sistema completo e que requer domínio de seus fundamentos – isto é, não apenas do conhecimento técnico, mas acima de tudo da forma de observar e interpretar o mundo; é mais do que memorizar informações e aplicar uma receita, é observar, pensar e usar o bom senso. Por isso a Astrologia era conhecida como “A Arte”.

Isso estava compatível com a forma de viver em sintonia com o ritmo da natureza, situação que foi alterada com a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, e que nos colocou em um ritmo diferente, acelerado, mais compatível com as máquinas que passaram a ser a referência diária. Passamos a servir a mecanização que deveria nos libertar das tarefas menos nobres e nos aumentar o tempo livre. Pelo ritmo ditado por nossos aparatos mecânicos e eletrônicos, hoje temos a impressão que estamos correndo cada vez mais, de segunda a domingo, perseguidos por uma cobrança sem tréguas – como na letra de “Police On My Back”, gravada pelo The Equals (1967) e regravada pelo The Clash (1980):

...I been running Monday, Tuesday, Wednesday
Thursday, Friday, Saturday, Sunday
Runnin' Monday, Tuesday, Wednesday
Thursday, Friday, Saturday, Sunday
What have I done?
What have I done?
(escute a música toda em https://www.youtube.com/watch?v=Sq_HtgGOIfE )
Hoje é o dia de Mercúrio e agora é a hora de Júpiter – e todo dia e toda hora é dia e hora de Astrologia e de Rock’N’Roll :)

Cao (Clauidinei Dias) -Astrologia do Rock 


Créditos da imagem: kylegrant76

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mapa de Kurt Cobain

No último feriado, o Astrologia do Rock esteve na exposição sobre a banda Nirvana que está no subsolo do pavilhão da Bienal no Ibirapuera, e inspirados pela vibe anos 90 e o movimento grunge fizemos a análise do mapa do lider da banda, Kurt Cobain.


Cobain nasceu na cidade de Aberdeen, nos Estados Unidos, em 1967. Durante a infância foi diagnosticado com hiperatividade infantil e usava medicamentos como a ritalina.

Em 1975 seus pais se separaram, o que lhe causou infelicidade e revolta. Ele cresceu desenhando e interessado em música, mas, cada vez mais rebelde, deixou a escola antes de terminar o colegial para visitar clubes de música.

Em 1987, Kurt e o amigo de escola Krist Novoselic, criaram o seu grupo de rock, "Nirvana", e se apresentaram em clubes em Aberdeen, Olympia e Seattle. Dois anos depois, lançaram seu primeiro álbum, "Bleach". Eles assinaram contrato com a Geffen Records em 1991 e seu segundo álbum, "Nevermind", vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo. A música do Nirvana fazia parte do som crescente da música popular estilo grunge de Seattle. O estilo do grupo do jeans e T-shirts rasgados e cabelos não lavados influenciaram os adolescentes americanos; Cobain foi defendido como a voz da geração X. Apesar do seu rápido status de superstar, sua vida pessoal continuou a se corroer.

Kurt sofria de dores crônicas de estômago  não diagnosticadas, que ele acreditava terem sido aliviadas pelo uso de heroína. Durante anos, ele teve uma doença de estômago misteriosa, com dor, náuseas e ardência em sua cavidade abdominal superior. A angústia era inexplicável para o diagnóstico e às vezes ficava péssimo por dias.

Desconfortável com sua fama, ele continuou com o uso de drogas (heroína) e álcool e o fim todos sabemos: Kurt se suicidou, possivelmente com uma espingarda, no dia 08/04/1994, deixando uma filha chamada Frances, fruto do casamento com a cantora da banda Hole, Courtney Love.

Bom, vamos ao mapa do Kurt Cobain:










À primeira vista, fica difícil entender as dificuldades, infelicidades e o suicídio de Kurt, pois vemos vários planetas em boa condição celeste (dignidade essencial): Lua domiciliada, Júpiter exaltado, Vênus exaltada e Marte exaltado.

Olhando mais a fundo, vemos que a Lua está conjunta à estrela Sirius, que confere honra, fama, riqueza, ardor, fidelidade, devoção, paixão e ressentimento, mas também risco de mordidas por cães. Junto à Lua, Sirius promete sucesso nos negócios, amigos influentes do sexo oposto, favorecimento para o pai, boa saúde, mudanças positivas em casa ou nos negócios.
A Lua (estado emocional e mental) está em Câncer, domiciliada, e é também o Hyleg da carta (indica a força vital do nativo e é também chamado de doador da vida). Kurt ainda criança se sentiu muito abalado com a separação dos pais. A Lua no mangue deseja um porto-seguro, um lar, uma família, acolhimento e carinho; no momento em que houve o rompimento, tudo isso acabou, e Kurt alterou muito seu humor e comportamento, se tornando reativo e belicoso. No futuro Cobain teve dores estomacais fortíssimas sem um diagnóstico preciso, mas relacionado a essa Lua e às fortes emoções que ele passou. É uma Lua em mútua recepção negativa com Marte - Lua na queda de Marte, Marte na queda da Lua, e ambos com triplicidade nos dois signos.

"Lembro-me de me sentir envergonhado. Por alguma razão senti-me envergonhado pelos meus pais. Deixei de poder ver alguns amigos na escola porque queria, desesperadamente, uma família clássica, queria essa segurança. Fiquei sentido durante uns anos", reconheceu Cobain à revista Mojo numa das suas últimas entrevistas.

"Em uma entrevista concedida à edição estadunidense da revista Rolling Stone, Vig também disse que as mudanças de humor abruptas de Cobain eram muito problemáticas. "Kurt era encantador e muito sagaz, mas ele passava por essas mudanças de humor. Ele estava totalmente concentrado, e daí do nada, um interruptor era ligado nele e ele ia e se sentava no canto e desaparecia dentro de si mesmo. Eu realmente não sabia como lidar com aquilo."

Júpiter está jubilado na casa XI e conjunto a Procyon, estrela que pode deixar o nativo petulante, tímido, desafortunado, orgulhoso, que se enfurece facilmente, descuidado e violento; com Júpiter, está ligado a muitas viagens, problemas através de parentes, da igreja ou da lei, e ajuda dos amigos.

Lua e Júpiter estão em signos que lhe são favoráveis; isso é dignidade essencial. Mas a dignidade essencial fala da qualidade da ação do planeta; são as dignidades acidentais que falam da força do planeta em agir. Planetas em casas angulares têm mais força que planetas em outras casas; neste mapa, Sol, Mercúrio, Vênus e Saturno, todos em Peixes, são os planetas que estão em casa angular. Por signos inteiros, estão todos em conjunção, que na visão da astrologia antiga significa que influenciam-se mutuamente, formam um amálgama.

Vettius Valens (século II) fala que o nativo com Sol em Peixes está em conflito consigo mesmo, pois um dos peixes está voltado para o Norte e outro para o Sul, e que os homens nascidos sob este signo são instáveis, não confiáveis, têm mudanças de sorte, sem vergonha, ladrão, sexy, prolífico e popular.
Esse Sol rege a casa XII (vícios) e está oposto, por signos inteiros, à casa I e ao Ascendente (saúde, corpo físico).

"Ele inspirou as pessoas a colocá-lo num pedestal, a se tornar santo Kurt. Se tornou ainda maior depois de sua morte do que antes. Você acha que não consegue ficar mais grandioso, mas fica", filosofou a cantora. "Kurt chegou a um ponto onde ele teria que sacrificar a si mesmo em nome de sua arte, porque o mundo exigia isso dele. Eu acho que foi um dos motivos que o levou a não querer mais ficar aqui e que todos seriam mais felizes sem ele", completou Frances, que reconhece o talento do pai." - Frances Bean Cobain

Vênus, o Pequeno Benéfico, está em exaltação, mas em conjunção (inclusive por orbe) a Saturno, o Grande Maléfico. E Saturno, por sua vez, está em seus próprios termos e conjunto à estrela Scheat,
associada a extremo infortúnio, assassinato, suicídio e afogamento. Junto com Saturno, pode causar morte na infância, problemas domésticos, morte por afogamento, inundações, naufrágio, acidentes ou suicídio.

E Mercúrio, regente da casa I (vida, destino, vitalidade) e da casa X (carreira, fama, destaque na sociedade) está em queda, em exílio e nos seus próprios termos - ou seja, está forte (influencia os outros e não se submete) e de má qualidade. Ele está oposto ao Ascendente, conversa com a Lua (trígono) e é o senhor dos termos dela. Kurt era um cara sensível e inspirado e também tinha um humor que oscilava muito, assim como a autoestima.

O Lote da Exaltação, no final de Gêmeos, na casa X (carreira), representa o sucesso, mas o regente Mercúrio está debilitado e próximo a Vênus-Saturno e o próprio Lote quadrado a eles e a Mercúrio também. Kurt idealizava uma banda, uma carreira que o conectasse com a sua alma, com seus ideais. Ele se sentia fracassado aos próprios olhos, apesar da fama. Era um sucesso vazio, sem autorrealização. Só a parte material não bastava.

O Lote da Fortuna, local do mapa onde aponta sorte e abundância está na casa IX (a da espiritualidade, conhecimento, futuro). Ele é regido por Vênus, que está na casa VII (a das relações e parcerias) conjunta a Saturno e faz trígono com Júpiter.

Pelo nome da banda, "Nirvana", vemos que a procura pelo divino existia na vida do nativo ou no mínimo algum interesse que o movia nessa direção. De acordo com o budismo essa palavra significa: o estado de libertação do sofrimento, que é alcançado por meio da supressão dos desejos mundanos e da consciência individual.

Talvez a dependência das drogas fosse um meio de fugir das pressões (internas e externas) e também uma forma de alcançar estados mentais e espirituais que ele buscava. Mas a confiança extrema conduziu à falta de controle, que gerou excessos e o levou para um local de mais perturbação, onde ele se perdeu e foi à ruína.
Parceiros, conhecidos e amigos sempre estavam relacionados a esse assunto.

O Lote do Espírito, que mostra os desígnios da alma, está na casa VI, regido por Saturno conjunto à estrela Scheat. O nativo, por mais que tentasse encontrar a plenitude, sempre achava que morria na praia.

Previsões:

A primeira técnica utilizada é das Direções por Termos. As direções aparecem no terceiro livro de Dorotheus (século I) e são usadas para dividir a vida do nativo em diversas fases, cada uma delas regida por um planeta. Em 1994 a vida de Kurt era regida por Mercúrio, pois o Ascendente dirigido estava a 13° de Libra, grau que está nos termos de Mercúrio - e também nesse grau está Algorab, estrela na asa direita da constelação do Corvo e que tem a natureza de Marte e de Saturno, associada à destruição e malevolência.
O Ascendente dirigido fez aspecto com a Lua (quadratura), afetando o estado emocional e mental do nativo com oscilações e acionando inseguranças.

Mercúrio é chamado de planeta distribuidor do período de 1985 até o inicio de 1995. Ele está na casa VII doe Cobain e rege as casas I e X, ou seja, os assuntos daquele momento incluíam parcerias e casamento que afetavam o seus destino e a sua carreira.

O primeiro aspecto que Mercúrio faz nesse ano (1994) é com Júpiter, que será o planeta participante e falará sobre situações temporárias, do momento. Júpiter está na casa XI em júbilo e rege as casas VII e IV e o cenário era movimentado por projetos, amizades, parcerias, finalização de coisas e o ambiente doméstico.
Naquele época a carreira de Kurt já estava estabelecida com a banda Nirvana, o sucesso foi alcançado, seu amigos de adolescência eram seus parceiros na música e ele também se casou e comprou a casa em que morou até o dia em que cometeu suicídio na estufa. Todos os eventos são refletidos pelo distribuidor, Mercúrio e por Júpiter, o participante.

Usando também a técnica das Profecções, vemos que o regente do ano de 1994 era Júpiter (27 anos, o ascendente chegou ao quarto signo/casa). Com o ascendente em Sagitário, ativando Júpiter, sendo ele também o participante, na natividade ele está exaltado, nos próprios termos e jubilado e rege as casa VII e IV. No mapa da revolução solar encontra-se na casa VIII (casa da morte) está disposto por Marte e também em antíscia (espécie de conjunção) a ele, indicando um período bem difícil com as amizades e o casamento.

Mapa da Revolução Solar (RS) dentro, e o mapa natal fora:



















Mercúrio, o distribuidor e regente da casa I e X do mapa natal, encontra-se bem debilitado na RS (revolução solar), pois está exilado, em queda, combusto, retrógrado e na casa XII, todos os indicativos de que o "tom" do ano era de bastante abatimento, depressão, impotência.
A Lua da RS ao Meio do Céu do mapa natal: era o auge do sucesso, mas o dispositor dela é aquele Mercúrio em péssima condição, mostrando a não-realização e a infelicidade.

A RS está com quatro planetas na casa XII, indicando a sensação de impotência e aprisionamento. Também apresenta o Ascendente e a casa VIII regidas por Marte, peregrino na casa XI e disposto por Saturno.

O Lote (ou Parte) da Morte, uma das chamadas Partes Árabes, no mapa natal está a 7° de Capricórnio, disposta por Saturno que está na VII e na RS cai na casa XII.
Esse mesmo lote calculado para a RS está a 11° de Escorpião em antíscia com Marte e disposta por ele - Marte, associado a sangue, violência, armas cortantes e de fogo...

Por fim, olhando os trânsitos planetários, naquele ano Saturno está conjunto ao Sol (ponto de vitalidade no mapa) de Kurt, ele ainda estava bem perto do retorno de Saturno e Júpiter, planeta participante da época, estava conjunto a Marte e trígono à Lua.

Em resumo, astrologicamente 1994 era um ano que prometia ser muito exigente e delicado, desconfortável e até com riscos à saúde e integridade física de Kurt.

Chegamos ao final do post com Come As You Are (https://www.youtube.com/watch?v=vabnZ9-ex7o). Gratidão por nos acompanhar! Esperamos que tenham gostado - e que nos acompanhem também nas próximas análises de mapa ;)

Obrigada por nos acompanhar! Esperamos que tenham gostado!
Ana K. & Cao.

sábado, 4 de novembro de 2017

Tempo

Na Astrologia, linguagem simbólica que fala sobre a qualidade do Tempo a cada instante e assim ajuda a melhor entender o Universo e a nós mesmos, quem fala sobre o Tempo é Saturno.
(imagem do site ILovePhilosophy.com)

O Planeta dos Anéis é conhecido com o Grande Maléfico, o Lobo Mau do Zodíaco; a ele são atribuídos os maiores problemas e a paternidade de (quase) tudo o que é ruim. Isso é uma simplificação que ajuda a começar a entender o papel dele no complexo movimento cósmico, mas tal simplificação pode se tornar simplória e maniqueísta dentro da realidade dual em que estamos acostumados a agir.
Saturno é regente de Capricórnio, signo de estabelecer e defender as estruturas, e também de Aquário, signo da busca pelas mudanças daquilo cujo tempo já passou e busca uma nova ordem. Assim, Saturno dispõe sobre os limites e estruturas do mundo e sobre o fluxo do Tempo; é ele quem indica não só a fixação para a estabilidade, mas também a necessidade da mudança para continuar o desenvolvimento.
Consultando o bom e velho Rock'N'Roll, vemos que Tempo e Mudanças são temas e títulos recorrentes em várias músicas, como em Changes (David Bowie), Changes (Black Sabbath), Time Waits for No One (The Rolling Stones), Time Is On My Side (The Rolling Stones) e outras tantas, mas uma das letras que mais provocam reflexão, com certeza, é a de Time (https://www.youtube.com/watch?v=LNBRBTDBUxQ), do Pink Floyd:
"Ticking away the moments that make up a dull day
Fritter and waste the hours in an off-hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
And you run and you run to catch up with the sun but it's sinking
Racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on inquiet desperation is the English way
The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say...
"
Essa música é a única creditada a todos os quatro membros da banda no álbum The Dark Side Of The Moon. Embora nenhum deles tenha Saturno em condição cósmica destacada em seus mapas - David Gilmour e Richard Wright têm Saturno exilado em Câncer, Nick Mason tem Saturno peregrino em Gêmeos, e apenas Roger Waters tem Saturno com alguma dignidade (Termos) em Gêmeos - quando o álbum, que marcou o auge da popularidade do Floyd foi lançado em primeiro de março de 1973, estava se aproximando o primeiro retorno de Saturno de cada um dos músicos. O disco chegou às lojas após sete meses de gravação e dois de preparação e no dia do lançamento o céu tinha Saturno peregrino em Gêmeos, formando uma quadratura aplicativa ao Sol; aquilo que a princípio poderia ser visto apenas como adversidade, foi na verdade um sucesso construído com um chamado à reflexão trazida pela conscientização do envelhecimento, pelo aprendizado e trabalho competente ao longo do... Tempo! Então, saturninamente, vamos remanejar os limites do lugar-comum e olhar para o Tempo de uma forma nova e subversiva.
O Tempo não realiza nada; ele continua passando a sessenta minutos por hora, quer você faça algo ou não. Se quiser algo, movimente-se e faça acontecer. Não espere pelo Tempo, pois o Tempo não espera por ninguém; ele apenas flui para todos, dos átomos aos deuses.
O Tempo não cura; mude-se você mesmo, se quiser se curar. Mudança é a movimentação das energias de forma diferente do que você estava fazendo. Fazer as coisas do mesmo jeito e querer resultados diferentes é querer um milagre, ou seja, que o Universo subverta suas próprias leis para agradar você.
O Tempo nada dirá; como a Esfinge, na verdade ele apenas devolve os nossos próprios enigmas, que cada um decifrará quando estiver em ressonância com a sua demanda pessoal.
O Tempo não pune nem perdoa; isso são desculpas humanas para justificar o retorno da energia que cada um de nós envia ao Universo e que depois recebe de volta, como um bumerangue.
Você não desperdiça nem aproveita o Tempo; ele não é seu. As decisões que você toma podem ser geniais, medíocres ou estúpidas e assim qualificar as ações que você realiza. O Tempo nada tem a ver com isso.
Saturno é o Senhor do Tempo; é aquele que destronou o pai Urano e foi destronado pelo filho Júpiter, nos lembrando que a lição se repete enquanto não houver a mudança de ação e de energia que vem com o aprendizado e leva à sabedoria.
Ele é Cronos, criador que devora as próprias crias, na mudança perpétua a que toda matéria está sujeita, alimentando a entropia que leva ao final de todas as coisas.
Ele nos traz o desafio de fazer e de conviver com as mudanças internas e externas.
Nos indica que mesmo o Infinito é só a borda da Eternidade.
É a metáfora concretizada e a manifestação da responsabilidade individual e intransferível que cada um recebe ao existir.
Carrega o registro dos fatos e nos deixa a escolha de usá-los como muleta ou como alavanca.
Com ele, podemos perceber que Justiça é apenas um nome para a equalização de diferenças de potenciais energéticos causados por cada ação particular que cada um realiza ou deixa de fazer.
É a negação da possibilidade da ignorância perpétua, ao permitir que a alma olhe para si mesma e se enxergue através de qualquer camada que possa limitá-la.
Ninguém ainda cresceu o bastante para existir fora do Tempo, mas sem mudanças, você não consegue percebê-lo. Só que tipo de vida é essa, se não tiver mudanças?
Este é o dia de Saturno e a hora do Sol.
Gratidão pela presença e pelo tempo compartilhado 
Cao (Claudinèi Dìas) - Astrologia do Rock

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Mapa do Rock in Rio 1985 (RiR 1985)

O primeiro Rock in Rio, realizado de 11 a 20 de janeiro de 1985 no Rio de Janeiro, foi uma aposta cercada de muita expectativa: viriam mesmo os ídolos internacionais a um país do terceiro mundo sem histórico de shows - com raras exceções, como Alice Cooper (1974), Queen (1981) e Van Halen (1983)? A Cidade do Rock, construída exclusivamente para o evento, ficaria pronta a tempo (e funcionaria)? O público compareceria em número suficiente para bancar a realização do festival até o último dia?

Em setembro de 2017, com o início da décima-oitava edição do festival que já foi realizado também em Lisboa, Madri e Las Vegas, essas perguntas podem parecer sem sentido ou até absurdas. Mas na época, eram muito pertinentes; eu mesmo comprei os ingressos, com antecedência, com uma baita desconfiança se ia rolar mesmo e se valeria a pena.

Rolou. E valeu.

Estima-se que nos dez dias de festival, 1,38 milhão de espectadores esteve nos shows. Houve problemas, atrasos, improvisos, falhas, mas a coisa funcionou tão bem, que novas versões do festival foram realizadas a partir de então, e até exportadas; desde o início, era um festival internacional de música, e não um evento de Rock restrito à cidade do Rio - ou seja, pura diversidade, para usar uma palavra muito em voga nestes tempos do vigésimo-primeiro século. O público adorou, os artistas gringos ficaram espantados e maravilhados com aquela galera ensandecida curtindo até as desafinadas que eles davam, e os empresários ficaram encantadíssimos com as possibilidades de novos bons negócios.

Fui nos últimos dois dias de festival; curti muito o Ozzy, e para minha surpresa o show do B-52's foi o mais marcante, foi duca, com muita competência, energia e simpatia! Mas o que mais me lembro do RiR 1985 foi a chuva: o festival foi no Rio, bem no meio do verão, e choveu pra dedéu! Muita, muita chuva. A área para o público, que fora gramada duas semanas antes do evento, logo no primeiro dia começou a soltar as placas de grama e virou um mar de lama, que perdurou até o último dia. Ao final dos shows - principalmente na Noite dos Metaleiros (Whitesnake, Scorpions, Ozzy e AC/DC) - tinha gente tão enlameada, que os poucos táxis que aceitavam levar a galera, cobravam adicional por conta da limpeza que teriam de fazer depois.

E astrologicamente, como foi isso? Vamos ver.



O Ascendente fala da cara do evento; é Câncer (signo de Água), é domicílio da Lua (que também é alma do evento) e exaltação de Júpiter - dois indicadores de águas e de chuva. A Lua, também indicadora de popularidade, está em júbilo (Casa III) e com dignidade de triplicidade (em Virgem); é um astro feminino e noturno, num signo igualmente feminino e noturno. Está disposta por Mercúrio de Casa VII (angular, forte) e faz sextil a Saturno (o Grande Maléfico) e trígono a Júpiter (O Grande Benéfico). Juntando tudo: muita gente, baita sucesso, e vários desencontros que tiveram de ser gerenciados com jeitinho, bom senso, bom humor ou paciência.

O Sol, o espírito (essência) do evento, está acidentalmente forte (Casa VII) e com alguma qualidade (dignidade de face) em Capricórnio, conjunto a Júpiter, disposto e regido por Saturno: aproveite, mas segure o entusiasmo, mantendo os pés no chão (ou na lama), para que a coisa tenha continuidade e prospere.

O Meio do Céu, que é onde chega o evento e deixa a impressão final, está em Áries: energia, vibração, e às vezes até falta de noção. Seu regente, Marte, está em Peixes, na Casa IX (exterior), conjunto à Vênus e ao Lote da Fortuna. Marte está cadente, mas tem triplicidade, em excelente companhia e disposto por Júpiter; o futuro é expandir as fronteiras, e as sete edições em Lisboa, três em Madri e uma em Las Vegas comprovaram isso.

Terminamos o post com uma música da memorável apresentação do Queen no RiR 1985, com o público dando show: Love of My Life (https://youtu.be/Md8eELcugqY).

Gratidão pela companhia, e até o próximo post!

Cao (Claudinèi Dìas)

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Show do Airbourne em São Paulo

O Airbourne é uma banda de hard rock australiana formada em 2003, pelos irmãos Joel O'Keeffe (vocal/guitarra) e Ryan O'Keeffe (bateria) e que além do som, apresenta algumas outras semelhanças com a mais famosa banda daquelas terras, o AC/DC.

Depois de cancelar um show que faria em São Paulo em 2014, desta vez a banda veio mesmo  e fomos conferir sua estréia em terras tupiniquins, às 20:13 da noite de domingo (3/setembro/2017).

Vamos ver o que o mapa do show nos conta:


Eram o dia do Sol (domingo) e a hora do Sol quando o show começou. O Sol também é o espírito (essência) do evento. E este Sol estava peregrino (sem dignidade) em Virgem e na Casa VI (sem contato com o Ascendente, sem dialogar com aquele ponto que representa o evento).

O Ascendente em Áries mostra como foi a cara do show: muita energia, muito entusiasmo, muita animação. Joel interagiu com o público o tempo todo, subiu ao mezzanino para tocar junto de dois meninos, jogou inúmeros copos de cerveja para a plateia, não parou de pular, tocar e agitar a galera.

Marte, regente do Ascendente, a 29° de Leão estava em seus próprios Termos e Face, na Casa V (diversão, lazer/prazer) e mostra que a festa agradava, mas regido por um Sol meio ausente indica que houve descompassos: atrasaram a abertura da casa de espetáculos, o show da banda de abertura e da banda principal, e o som teve problemas de ora estar muito alto e sujo, ora estar com alguns instrumentos mais altos do que outros e do que o vocalista.

Vênus fazia trígono ao Ascentente e estava em seus próprios termos em Leão e em júbilo na Casa V, reforçando a empatia/simpatia entre os roqueiros do palco e os da pista, ainda que em muitos instantes de conversa o público não entendesse o inglês rápido, com sotaque australiano e prejudicado pela qualidade do som do microfone; mesmo assim, sempre respondia-se com um Yeah! animado.

A Lua, alma do show, estava peregrina em Aquário, mas na Casa XI (amizades) e em sextil partil (mesmo grau) ao Ascendente: apesar dos problemas de som, horário, etc., sobrava boa vontade da banda e da plateia - que cantava quase todas as músicas junto. Joel agradeceu, prometeu voltar a São Paulo outras vezes, mas depois de 1h17min de show, terminou a apresentação sem direito a bis - coisa de um Meio do Céu (como termina o evento) em Capricórnio, em quadratura partil ao Ascendente e regido por Saturno em Sagitário: deu a hora, cumpra-se (o protocolo, as regras) e fim de papo.

Foi um bom show, que poderia ter sido melhor. Fica a vontade de ver como será a próxima apresentação dos garotos australianos na capital bandeirante.

Abraços, e até a próxima!

Cao (Claudinèi Dìas)