quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mapa do David Coverdale

A 22 de setembro de 1951, em horário não conhecido (ou não divulgado), nasceu David Coverdale em Saltburn-by-the-Sea. Esse inglês de voz potente ganhou fama como vocalista do Deep Purple e consagrou-se ainda mais como fundador, vocalista, líder e dono do Whitesnake.

Sem o horário do nascimento, não podemos determinar quais os signos do Ascendente, do Meio do Céu, nem das outras Casas (áreas da vida) e como analisá-las, mas "apenas" com os signos e planetas é possível ver algumas coisas de seu mapa natal.


Coverdale nasceu numa família de ávidos fãs de música e desde criança queria ser cantor de Rock. Começou a cantar profissionalmente aos catorze anos e não parou mais: apaixonado, dedicado e muito profissional, virou uma das maiores vozes da História do Rock'N'Roll. Ficou conhecido quando substituiu Ian Gillan no Deep Purple, em 1973, e virou definitivamente um reconhecido astro de brilho próprio com sua banda Whitesnake, em 1978.

Olhando o mapa de David, vemos que há dois planetas que se destacam bastante: Saturno (exaltado e com triplicidade, em Libra) e Mercúrio (domiciliado e exaltado em Virgem). Além disso, Coverdale nasceu numa quinta-feira (Thursday, o dia de Saturno) e Mercúrio é o dispositor final (o dono do mapa) e almuten figuris (quem conduz o nativo) do mapa. David começou a cantar profissionalmente com 14 anos (Mercúrio: juventude) e chega agora aos 51 anos de carreira, sempre trabalhando muito (Saturno: longevidade, seriedade e esforço,  está conjunto à estrela fixa Zaniah, o que indica pessoa sóbria, trabalhadora e com influentes amigos mais velhos), desde sua participação em The Skyliners no final dos anos 60, passando pelo Deep Purple, Whitesnake e a parceria com Jimmy Page.

A voz é uma das coisas que mais chamam a atenção em Coverdale. Touro, regente da mandíbula e do pescoço (garganta, traqueia) tem seu dispositor Vênus em Virgem, onde está retrógrado e em queda. Então, como o sujeito tem aquele baita (e belo) vozeirão? A resposta deve ser Mercúrio, que é o dispositor e almuten de Vênus: Mercúrio, domiciliado e em exaltação em Virgem, está à vontade e muito dignificado e segundo Al-Biruni (século XI), é regente da língua (junto com Vênus) e dos órgãos da fala.

Mercúrio também é o dispositor e almuten dos Luminares (Sol em Virgem e Lua em Gêmeos), que são importantíssimos no mapa de qualquer nativo. Al-Biruni descreve Virgem como indicador de "liberal, de bons modos, verdadeiro, bem informado, pio, um juiz, atencioso, vivaz, brincalhão, APRECIADOR DA DANÇA E DA MÚSICA" - e ali em Virgem estão Vênus, Sol e Mercúrio...

Júpiter está em Áries, retrógrado, disposto por Marte e oposto a Saturno: o cuidado que David precisa ter é com o exagero ou negligência. Ao vê-lo em forma com seus sessenta e tantos anos, parece que ele está fazendo a lição de casa. Que ele ainda tenha bastante lenha para queimar: o Rock e os fãs agradecem por continuar a ver e ouvir o rapaz cantar, como aqui em Here I Go Again (https://www.youtube.com/watch?v=DSlSaGcc0QM). Que David vá, de novo, novamente e outra vez, cantar o bom e velho Rock'N'Roll de qualidade, como tem feito há mais de meio século.

Gratidão pela presença e até o próximo post!

Cao (Claudinèi Dìas)





quarta-feira, 13 de julho de 2016

Mapa do Frank Zappa

Quem apenas vê o cabeludo e bigodudo Zappa e ouve Bobby Brown ou Valley Girl, pode achar que ele foi só mais um roqueiro entre tantos que baixaram no planeta Terra a partir de meados do século XX. Mas não é bem assim...

Ao contrário de tantos outros artistas que após o sucesso se cristalizaram num determinado papel ou estilo, o incansável Zappa não parava de experimentar e se reinventar a cada trabalho. E ele trabalhou muito: quando faleceu poucos dias antes de completar 53 anos, devido a um câncer de próstata, em 33 anos de carreira ele tinha produzido 62 álbuns oficiais, além de várias coletâneas, singles, trabalhos diversos e material que rendeu 40 álbuns póstumos, onde Zappa mistura Jazz, Blues, Rythm'N'Blues, Rock, música clássica, música de vanguarda, colagens e experimentações musicais. A palavra que melhor define esse artista americano é: indefinível.

Frank Vincent Zappa veio à luz às 06:22 do dia 21 de dezembro de 1940 em Baltimore, Maryland, EUA. Sobreviveu a uma infância em que estava constantemente doente, cresceu e virou Zappa, o artista prolífico e proficiente, contestador, iconoclasta, satírico, visionário, encrenqueiro e eclético, encarnando a inconformação e rebeldia que caracterizou o surgimento do Rock.

Se Bowie (http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2016/01/mapa-do-david-bowie.html) era o Camaleão do Rock, Zappa era o cara que desafiava os rótulos. Vamos ver seu mapa natal, pela Astrologia Tradicional, e o que podemos enxergar ali sobre a trilha sonora da sua passagem pelo mundo.

Seu temperamento era Colérico (Fogo): corajoso, ousado, enfrenta e confronta, contesta. 

O corpo físico e a saúde são indicados pelo Ascendente e por seu regente: Sagitário, regente Júpiter de Casa VI (Casa cadente = fraca, e maléfica = Casa das Doenças), peregrino (sem dignidade) e retrógrado, sem fazer aspecto ao Ascendente: tendência a doenças e baixa vitalidade. O mapa é noturno (6 da manhã no inverno do hemisfério norte), o que era indicativo, para os antigos, de menor vitalidade. Júpiter também é o primeiro regente da Triplicidade do seu Sol, indicando o tom dos primeiros 28 anos de vida, e está na Casa VI: durante toda a sua infância, Zappa estava constantemente doente, com asma, dor de ouvido e sinusite, tendo inclusive recebido tratamento de sinusite com a colocação do elemento radioativo rádio no nariz - na época, não fora estabelecido ainda que mesmo pequenas dosagens de radiação podiam causar câncer...

Júpiter também é o almuten do Ascendente, que indica a motivação da pessoa: Frank Z não admitia restrições à sua liberdade de criação e de expressão, nem à sua forma de viver. Afirma que até tentou consumir maconha, mas não gostou, e assim nem tentou as outras drogas que literalmente faziam a cabeça de tantos outros artistas. Mas era irredutível em relação ao seu trabalho: sempre lutou pelos seus direitos, tendo vários processos contra gravadoras e produtores sempre que se sentiu lesado, impedido ou prejudicado em seu trabalho. Curiosamente, a liberdade que reclamava para si, não costumava dar aos integrantes das suas bandas e aos músicos que trabalhavam com ele: controlava tudo com mão de ferro, para manter seu alto padrão de qualidade.

A Lua na Casa X (forte) em Virgem, peregrina (sem dignidade) e disposta por Mercúrio na Casa I (forte) e em detrimento, indica os padrões emocionais e ajuda a entender essa exigência consigo e com os outros, assim como a entrega ao trabalho de forma quase maníaca.

Mercúrio é o indicador da parte mental e intelectual: está na Casa I (forte!), mas em detrimento em Sagitário: sede por conhecimento, rapidez mental, dispersão por acessar simultaneamente vários pontos de interesse. Z não apenas escrevia e compunha músicas, tocava e inventava sons novos: ele também fez a arte da capa de vários de seus álbuns, produziu vários filmes e vídeos próprios, escreveu e produziu músicas para outros artistas e fez as trilhas sonoras para filmes.

Essa dedicação às atividades artísticas reflete o que promete o Meio do Céu (objetivo de vida, trabalho, carreira) em Libra, regido por Vênus (o Pequeno Benéfico) na Casa I em Sagitário e peregrino.

Saturno (o Grande Maléfico) na Casa VI (maléfica), retrógrado e peregrino, ajuda a entender o porquê de Zappa ter tido altos e baixos em seus ganhos financeiros: além de vários de seus trabalhos (de vanguarda ou experimentais) não eram compreendidos e não darem o esperado retorno financeiro, também houve ocasiões em que as disputas legais com gravadoras e produtores resultou em congelamento dos pagamentos de royalties, deixando Z apenas com a renda dos shows que fizesse - o que o levou a trabalhar mais ainda. Finalmente, depois de algum tempo (Saturno!), os processos terminaram, seus recursos foram liberados e as coisas ficaram mais tranquilas em termos monetários.

Marte (o Pequeno Maléfico) está na Casa XII (Maléfica: doenças crônicas, problemas ocultos, isolamento, hospitais), domiciliado em Escorpião (associado ao aparelho excretor e aos órgãos sexuais). Zappa foi diagnosticado com um câncer de próstata inoperável e que esteve despercebido por dez anos. 

No mapa da Revolução Solar de 1992, Marte está novamente na Casa XII, em Câncer, em mútua recepção com a Lua em Escorpião na Casa IV. Os benéficos estão enfraquecidos (Roda da Fortuna e Júpiter na cadente Casa III, em Libra) e afligidos por maléficos (quadratura com Marte e trígono com Saturno; Vênus na forte Casa VII, em Aquário, mas disposta por Saturno e conjunto a ele). Saturno está fortíssimo (Casa VII, angular, e domiciliado em Aquário) e oposto ao Ascendente (saúde e corpo físico). Z também estava na Triplicidade do Sol (28 a 56 anos) de Casa I, disposto por Júpiter (Casa VI, retrógrado, peregrino); Firdária de Vênus (Casa I, peregrina, regente da Casas VI e em mútua recepção com Júpiter) e sub-firdária da Lua (regente da Casa VIII, a Casa da Morte); profecção da Casa V em Áries, regida por Marte em Escorpião na Casa XII. Ou seja, as indicações não eram muito boas para a saúde.

Depois de muitos anos na estrada (e na batalha), Zappa foi reconhecido como um gênio, criativo e inovador, e justamente por isso, nem sempre compreendido e nem com tanto sucesso financeiro que outros artistas alcançaram, mas que definitivamente representa o espírito do inconformismo que levou ao surgimento do Rock'N'Roll.

Encerramos este post com Bobby Brown (https://www.youtube.com/watch?v=ZUq_T_Bhau8), uma de suas músicas mais famosas.

Gratidão pela companhia, e até a próxima análise astrológica!
Cao (Claudinèi Dìas)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mapas do Keith Emerson e do Jon Lord

Muitos acham que Keith Emerson foi o mais técnico e completo, O Maioral dos teclados. Há quem considere que Emerson, Jon Lord e Rick Wakeman são a santa trindade dos melhores tecladistas do Rock. Outros consideram que, junto com seus contemporâneos Rick Wright (do Pink Floyd), Tony Banks (do Genesis), Billy Ritchie (do Clouds), além dos citados Wakeman (do Yes) e Lord (do Deep Purple), Emerson formou um distinto grupo de tecladistas com sólida formação musical e talento suficiente para tocar (e compor) música clássica ou qualquer outro estilo musical. Esses sujeitos escolheram levar seu virtuosismo para o Rock, acrescentaram um bocado de música clássica, Jazz, Rythm'n'Blues e assim definiram muito do que veio a ser o Rock harmônico, sofisticado, inovador e único que floresceu no final dos anos 1960 e principalmente nos anos 1970.

Além do talento, estudo e dedicação - e o sucesso alcançado -, o que mais esses caras todos tinham em comum? Para começar, são todos Made In England e tocavam em bandas inglesas - God Save The Queen! E o que mais?

Vamos começar vendo os mapas dos já astrais Emerson (se suicidou em 10/março/2016) Jon Lord (morreu de câncer no pâncreas em 16/julho/2012):

Às 22:15 de 2 de novembro de 1944 nasceu Keith Noel Emerson, em Trodmorden, West Riding of Yorkshire, Inglaterra. Músico virtuoso, compositor e tecladista, ele atingiu o sucesso com o grupo Nice, na década de 1960, e consagrou-se com o Emerson, Lake & Palmer, seu supergrupo de Rock Progressivo que virou um dos ícones do estilo na década de 1970.

Saturno na Casa I - e retrógrado! - indica que o cara tende a ser persistente, querer saber e fazer tudo direitinho (e sozinho: autodidata), ficando exigente, crítico e cri-cri. Mas alcança resultados que outras pessoas desanimam só de pensar: Emerson começou a tocar piano aos oito anos, não teve uma educação musical formal, mas foi ouvindo e aprendendo, praticando, incluindo música clássica, Jazz e Rock à sua formação. Aos 15 anos, deixou a escola e começou a tocar piano em bares. Logo tocava órgão Hammond e explorava o instrumento como ninguém antes o fizera, e mais tarde descobriu o sintetizador Moog, com o que estabeleceu a base do futuro som do ELP (Emerson, Lake & Palmer).

Vênus (o Pequeno Benéfico), indicador do lado artístico, está na pouco feliz Casa VI, mas junto ao Lote (ou Parte, ou Roda) da Fortuna (o Terceiro Benéfico) e disposto por Júpiter (o Grande Benéfico) em Virgem na Casa III: de novo a questão da persistência (para compensar a pouca força das Casas cadentes III e VI), do perfeccionismo (Júpiter em Virgem), mas também com os três benéficos prometendo ventos favoráveis a quem enfrentar (e sobreviver a) a tempestade.

Mercúrio, envolvido nos processos mentais (conhecimento técnico) e habilidade manual, está conjunto e disposto por Marte em domicílio em Escorpião, resultando em muita atenção ao que faz, controle, intensidade, profundidade, velocidade e destreza.

Ou seja, Emerson tinha tudo para ser destaque com praticamente qualquer instrumento que exigisse destreza e alta qualidade técnica. Seu pai - que podemos associar a Saturno - era pianista amador; Emerson escolheu os teclados e fez com que esse fosse o instrumento principal dos grupos que formou (Nice, ELP, Emerson, Lake & Powell) e comandou.





E Jonathan Douglas Lord nasceu em Leicester (Inglaterra), em 9 de junho de 1941, sem horário registrado (ou pelo menos divulgado), o que nos impede de ver a distribuição dos signos e planetas pelas Casas do seu mapa -  e consequentemente as dignidades acidentais - mas podemos ver as dignidades essenciais dadas pela posição dos planetas nos signos.

Saturno em Touro está na sua própria Face - uma dignidade (qualidade) menor - e disposto por Vênus em Câncer, que está na sua Triplicidade e Face, e disposto pela Lua. Aqui podemos ter uma relação arte-dedicação: ralar pela arte. Além disso, o pai (Saturno) de Jon era saxofonista amador e incentivou o filho a aprender música desde cedo, o que levou o pequeno Lord a iniciar os estudos de piano clássico aos cinco anos de idade. Jon aprendeu, cresceu em idade, experiência e conhecimento (Mercúrio, disposto pela Lua em Sagitário), dedicou-se a experimentações e explorações juntando Blues, música clássica e Rythm'n'Blues (entre outros estilos) e tirando sons inimagináveis de seus órgãos Hammond, causando a admiração expressa publicamente de Emerson e de Wakeman.

Junto com Ritchie Blackmore e Ian Paice Funda o Deep Purple - um dos expoentes máximos do Hard Rock - em 1968 e com eles mantém as rédeas do grupo até a dissolução em 1976. Toca no Whitesnake de 1978 a 1984, volta a formar o Purple em 1984 e segue na banda até 2002, quando resolve tirar o time de campo e seguir seu próprio caminho.

Analisando a vida e os mapas de Emerson e de Lord, fica evidente a importância de Saturno: ambos tiveram pais músicos e que os influenciaram decisivamente. Nossos indômitos tecladistas também se dedicaram a ralar, desde cedo, para ter uma sólida base musical e experiência, o que os levou a galgar as posições de comando nos principais grupos que formaram e em que tocaram.

No mapa de Emerson, Saturno é disposto pela Lua; no de Lord, Saturno está na exaltação da Lua: não basta ter técnica e conhecimento, é preciso ter emoção. A música de ambos, embora sempre virtuosa, jamais era fria. A Lua do mapa de Emerson também é dispositora do Ascendente (é quem representa a pessoa) e é disposta por Mercúrio: Lua da inquietação, do inconformismo. No mapa de Lord, a Lua é dispositora de Mercúrio e de Vênus e disposta por Júpiter: Lua da expansão, das novas fronteiras. Emerson adorou o som do órgão Hammond, mas foi um dos pioneiros do uso do órgão Moog e literalmente virava os bichos do avesso; Lord também adorou o som do Hammond, mas quando a maioria da galera dos teclados foi para o Moog, Lord continuou com o Hammond e levou seu som a patamares nunca dantes navegados.

Para encerrar, aqui vão dois exemplos do que faziam os dedos mágicos desses tecladistas geniais e fundamentais na história do Rock: o ELP tocando Hoedown (https://www.youtube.com/watch?v=N0FuFfcCZiE), com Greg Lake segurando a base no baixo, Carl Palmer fazendo a bateria dar ritmo com jeitão de solo, e os teclados de Emerson conduzindo e consolidando a avalanche sonora. E na icônica Highway Star (https://www.youtube.com/watch?v=7zKAS7XOWaQ), onde Deep Purple de Ian Paice, Ian Gillan, Roger Glover e Ritchie Blackmore e Lord parece uma competição de talentos, são os teclados de Lord que iniciam a música e vão até a última nota, além de dividir os solos com a esfuziante guitarra de Blackmore.

Gratidão pela companhia e até o próximo post!

Cao (Claudinèi Dìas)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Mapa do Cazuza

Hoje, dia 4 de abril, se Cazuza estivesse vivo estaria completando 58 anos.
Cazuza era cantor, compositor e poeta. Por volta de 1965 começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó. Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da música popular brasileira. Trabalhou no departamento artístico da Som Livre.
Em 1980, Cazuza foi indicado por Leo Jaime para fazer teste e participar dos ensaios de uma nova banda de rock que estava se formando, o Barão Vermelho. Em 1982, lançam o primeiro álbum, que vende apenas 7.500 cópias. O segundo álbum vendeu 15.000 cópias e após Ney Matogrosso gravar "Pro dia nascer feliz" deu o último empurrão que a banda precisava. Em 1985, o Barão Vermelho é convidado a participar do Rock in Rio. Alguns meses depois, Cazuza decide deixar a banda e partir em carreira solo.
Dentro de seus maiores sucessos, destaca-se: "Exagerado", "Codinome Beija-flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz parte do meu show", "O nosso amor a gente inventa" e "O tempo não para".
Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico.
Em 1989 declarou publicamente ser soropositivo e no ano seguinte, no dia 7 de julho, faleceu aos 32 anos.

Vamos dar uma olhada no mapa do Cazuza:






Cazuza possuía temperamento COLÉRICO (qualidades primitivas: quente + seco). O temperamento colérico caracteriza um indivíduo com muita energia, vontade, ímpeto, agressividade, otimismo, impaciência, impulsividade,  ousadia, arrogância, astúcia.

O planeta com maior dignidade no mapa, também chamado de Almutem, é Saturno.
Saturno em Sagitário, retrógrado, na Casa 1 é o protagonista da carta e aponta um nativo que necessita se estruturar, ter base. A base pode ser através do conhecimento, da expansão de horizontes, ter contato com outras culturas, mas sem se deixar levar por seus ideais, crenças e convicções, é preciso também realidade e pés no chão.
Saturno na Casa 1 também mostra aprendizados através de possíveis limitações físicas e da própria construção da individualidade. O nativo com Saturno na Casa 1 pode se sentir cobrado a ser sempre responsável.
Saturno é o Senhor do Tempo e está representado na música "O tempo não para". Um trecho:
"Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não pára"
A Casa 1 também fala sobre o corpo físico e com Saturno lá, o nativo tende a ser do tipo mais magro.
Saturno aspecta Vênus em Aquário, Lua e Júpiter em Libra. Essas interações reforçam as características de Cazuza com relação ao interesse no social, nos relacionamentos, questionar o mundo, querer mudanças.

O Ascendente é Sagitário e faz trígono a Marte e ao Sol.
A letra "Ideologia" mostra os questionamentos e frustração de Cazuza em relação aos assuntos de Sagitário (o futuro, a política, o mundo, as ideologias). Esse aspecto com Marte em Aquário na Casa 3 indica a maneira como Cazuza se expressava, de forma corajosa, inovadora, rebelde, inteligente.
"Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem"
E o aspecto com o Sol em Áries na Casa 5 indica personalidade que arriscava e era voltada para a criatividade e prazeres imediatos e em demasia. A satisfação vem de usufruir dos talentos individuais e de se mostrar herói de uma geração que sofria com os resquícios da ditadura, da repressão e do conservadorismo.
O regente do Ascendente é Júpiter. Júpiter em Libra na Casa 11.
Um dos principais interesses de Cazuza era as amizades e seu círculo social. Era boêmio e estava sempre rodeado de pessoas. O regente de Libra, Vênus, que no mapa está em Aquário, significa relacionamentos livres, leves, independentes, não convencionais e igualitários.
Júpiter está conjunto a Lua. Ele também tinha bastante contato com mulheres e a figura da sua mãe era bem presente.

A Lua, o humor e as emoções do nativo, encontra-se no signo de Libra. A Lua da parceria.
Ela está conjunta a Júpiter e faz trígono a Vênus em Aquário.
Cazuza sempre buscou o outro, a beleza, a arte, o amor. Com o outro ele queria mudar o mundo. Ele viveu novas formas de amor e relacionamentos.
Em Libra, Saturno tem sua exaltação. No mapa a Lua faz sextil a Saturno. Muitas vezes também mostrou sua carência, melancolia e frustração quando houve os desencontros e diferenças.

A Casa 10, a da carreira, está em Leão, junto à estrela fixa Regulus, indicando êxito, honras, ambição, dinamismo e independência.
O Sol, o regente da Casa 10, está em Áries na Casa 5, novamente um testemunho de uma vida ligada à arte, à criatividade e aos prazeres.


Espero que tenham gostado!
Ana K.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Mapa do Elton John

Reginald Kenneth Dwight nasceu em Pinner (Londres), em 25 de março de 1949, supostamente às duas horas da manhã.

O mapa natal aponta Ascendente em Sagitário, com o regente Júpiter (o Grande Benéfico) na fraca e maléfica Casa XII, onde também aparece a Parte da Fortuna; ambos dispostos por Marte (o Pequeno Maléfico) bem forte (angular na Casa IV, no seu sect e na sua triplicidade). O Meio do Céu em Libra tem o regente Vênus (o Pequeno Benéfico) na cadente (fraca) Casa III. A Lua, embora exaltada em Touro, está na pouco favorável Casa VI. Saturno, regente da Casa II, está na cadente Casa IX, do júbilo do Sol.

Ou seja, não parece ser um mapa de alguém que conquista fama, fortuna e popularidade internacional, alguém que vira um astro do Rock e se mantém nas paradas de sucesso por cinco décadas. Seria mesmo esse o mapa de Elton John?

Isaac Starkman, astrólogo que fez um software para retificação de horários de nascimento em mapas natais, ajustou o horário do nascimento de Reginald para 15:28. A diferença de horário é grande, mas temos este mapa:


Esse novo mapa apresenta o Ascendente em Leão, com o regente Sol na Casa IX, onde tem seu próprio júbilo, está exaltado e na sua triplicidade: o nato quer brilho, destaque e reconhecimento, e tem cacife para isso. Mas com Saturno no Ascendente, em detrimento e retrógrado, tem que ralar bastante para conseguir. E ele ralou: começou a tocar piano aos três anos, aos 15 passou a se apresentar como pianista num pub e logo participou de um grupo (Corvettes), depois de outro (Bluesology), ganhou experiência, fez contatos e finalmente conheceu Bernie Taupin, com quem trabalha desde 1967 fazendo músicas que trouxeram o sucesso e abriram o caminho para a fama e a fortuna.

A Casa VII (Casa das parcerias) tem Aquário, disposto por Saturno e tem lá dentro Vênus: além da (muito) bem-sucedida parceria com Taupin, Elton John fez várias gravações ou apresentações em duplas ou parcerias, que incluíram de John Lennon a Luciano Pavarotti.

Vênus também é dispositor de Touro (Casa X e Meio do Céu); Touro rege a garganta e as cordas vocais: cante, que o mundo cantará com você - ou pelo menos comprará os seus discos. E comprou mesmo! Elton ganhou 35 discos de ouro, 25 de platina e é o detentor do single mais vendido de todos os tempos.

A Lua, indicadora de popularidade, está junto ao Meio do Céu, na Casa X, exaltada em Touro e disposta por Vênus angular na Casa VII. A Parte da Fortuna está em Libra na fraca Casa III, mas disposta por Vênus angular (Casa VII) e indicando que a comunicação (escrever, compor, interagir) e o que é belo, agradável e harmonioso são o caminho para o sucesso do nato. 

Este parece um mapa mais adequado para Sir Elton Hercules John, cavaleiro do império britânico, com mais de 300 milhões de álbuns vendidos, ganhador de vários Grammy e outros prêmios por suas canções, com músicas na Billboard Hot 100 por 31 anos consecutivos. Elton John aproximou o Rock do Pop, criou uma persona extravagante, chamativa e carismática, e sua habilidade ao piano mostrou que nem só de guitarra vive o Rock, como podemos ver em um de seus grandes sucessos da década de 1970, Crocodile Rock (https://www.youtube.com/watch?v=vLW_pjrssxI), onde estão vários elementos típicos de Elton John: letra leve e fácil, melodia gostosa, o piano animado, os óculos enormes, roupas espalhafatosas e voz de falsete no meio da música.

E é assim, do pop com a voz leve de Elton John, ao metal irado com a voz em frangalhos de Lemmy Kilmister (http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2015/12/mapa-natal-de-lemmy-kilmister.html), que o Rock apresenta uma variedade insuspeitada e abrangente, agradando e encantando.

Grato pela companhia e até o próximo post!

Cao (Claudinèi Dìas)

domingo, 20 de março de 2016

Show do Vintage Trouble em São Paulo, 15/03/2016

Terça-feira, 15 de março de 2016, 21:33: Ty Taylor, Nalle Colt, Rick Barrio Dill e Richard Danielson iniciaram o show do Vintage Trouble no Cine Joia, em São Paulo, e durante uma hora se divertiram e brindaram a platéia com muito Rythm & Blues, Soul e Rock na veia e esbanjaram qualidade técnica, simpatia, carisma e entusiasmo. O espaço reduzido do lugar permitiu maior interação com o público.

Para quem ainda não sabe, o Vintage Trouble é uma banda de Rythm & Blues formada em 2010 em Hollywood, Califórnia. Tocaram com Brian May (do Queen) e Paul Stanley (do Kiss), abriram shows para Bon Jovi, Dave Matthews Band e ficaram (ainda) mais (re) conhecidos abrindo shows para o AC/DC. Já estiveram no Brasil em 2013 e se apresentaram no Rock In Rio; agora em 2016 vieram a São Paulo para tocar no Lollapalooza e fazer show extra abrindo para o Eagles of Death Metal.

Estivemos lá (Ana K. & Cao) para conferir e foi ótimo como esperávamos; se o show acontecesse mais dois dias, valeria a pena voltar e assistir de novo. Quem não foi, assista alguns dos vídeos da banda, como Blues Hand me Down (https://www.youtube.com/watch?v=6fbMmrDItSg), multiplique por 10, e terá uma ideia de como é a energia da banda ao vivo. Rick e Richard fazem uma cozinha (baixo e bateria) competente que sustenta o ritmo, Nalle tem riffs marcantes e Ty é um showman que lembra Mick Jagger (http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2016/02/mapa-do-mick-jagger.html) com doses de James Brown. Muita simpatia, interação com a platéia, literalmente entrando no meio da galera, e no pós-show ainda tiveram pique de dar autógrafos e tirar fotos com os fãs.

Fique atento: esses caras são MUITO BONS e merecem ser a banda principal e não "apenas" abrir para outras bandas. Quando eles voltarem a se apresentar no Brasil, compre logo seu ingresso e vá vê-los!

E o que podemos dizer astrologicamente sobre o show? Vamos ver:


O show aconteceu no dia de Marte (terça-feira), na hora do Sol. Marte é energia, fogo, paixão, e é o regente do Ascendente, que está em Escorpião e indica como é esse evento: intenso, magnético, profundo, visceral e envolvente. O Sol está na Casa V, a Casa do prazer, lazer, diversão, daquilo que é gostoso; a Casa do júbilo de Vênus, símbolo de tudo o que é agradável, e Vênus também está ali, em júbilo e exaltada em Peixes.

O Sol rege o Meio do Céu e a Roda da Fortuna, ambos na Casa X (imagem perante a sociedade - neste caso, o público presente): brilho, destaque e alegria. Se alguém não gostou do show, é porque não estava lá.

Sol e Vênus em Peixes estão dispostos por Júpiter, o Grande Benéfico, que está na casa do seu próprio Júbilo (Casa XI), espalhando suas benesses sobre Marte (regente do Ascendente) e sobre Sol, Vênus e Mercúrio - com quem está em mútua recepção e reforçando a vivacidade, comunicação e interação.

Júpiter está numa Casa boa, mas está Retrógrado e em detrimento em Virgem e faz oposição ao Sol, Vênus e Mercúrio e é o dispositor de Marte. Marte (o regente do Ascendente) está conjunto a Saturno (o Grande Maléfico) também disposto por esse Júpiter com alguns contratempos. Onde apareceu isso no show? No som: a voz potente e versátil de Ty Taylor era abafada pelo som dos instrumentos. 

Também se viu esses descompassos em alguns instantes da interação de Ty com a platéia: quando ele foi fazer os stage dives (mergulhos sobre o público) e entrar no meio da multidão, teve vários lerdinhos que demoraram para entender e segurar os pulos do cara.

A Lua, crescente e em Gêmeos, disposta pelo Mercúrio de Casa V, reforça a energia, interação , comunicação e sobretudo a alegria do show - para quem fez e para quem foi.

Gratidão pela companhia e até o próximo post (ou show!).

Ana K. & Cao.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Mapa do Keith Richards

Quando se fala em The Rolling Stones, pensa-se logo em Mick Jagger (http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2016/02/mapa-do-mick-jagger.html), e está certo: o magrelo endiabrado, de bocão com lábios de borracha, é a cara das Pedras-Que-Rolam. Mas a alma dos Stones, percebida nos riffs de guitarra inigualáveis, é outro sujeito também de Dartford, nascido às seis da manhã de 18 de dezembro de 1943: Keith Richards, o Highlander dono desta carta natal:



Richards começa diferente da maioria dos astros do Rock já no nome: seu nome artístico é o mesmo de batismo, sem apelido, encurtamento ou qualquer outro tipo de mudança. O diferente, na Astrologia Moderna, é Urano - que neste mapa está em Gêmeos, na Casa VII: angular (forte), inquieto (em Gêmeos e regido por Mercúrio) e retrógrado (na contra-mão). Mas na Astrologia Tradicional (ou Clássica, como os Stones), o diferente é Mercúrio, e é esse irrequieto mensageiro dos Deuses, que transita entre os píncaros do Olimpo e as sombras do Hades, que vai nos ajudar a decifrar um pouco desse mapa. Como? Vejamos:

- O nativo é representado pelo regente do Ascendente (Marte) e pela Lua: Marte está em Gêmeos e a Lua em Virgem; Mercúrio é o dispositor dos dois e também do Meio do Céu (trabalho, objetivo de vida).

- Mercúrio também é o dispositor da Casa VII (parcerias) e da Casa XI (amigos), dois lugares que representam o parceiro e amigo (apesar dos pesares) Mick Jagger, desde a escola primária em Dartford e com uma longeva e profícua parceria musical, comparável talvez apenas à dupla Lennon-McCartney (http://astrologiadorock.blogspot.com.br/2015/07/mapa-do-john-lennon.htmlhttp://astrologiadorock.blogspot.com.br/2015/05/mapa-do-paul-mccartney.html).

- Mercúrio está em conjunção exata com a estrela Vega, a 14°31 de Capricórnio; essa estrela fixa testemunha sobre o sucesso e talento musical e como ator, e também gosto por viver bem (curtir a vida?); Richards, além da longa carreira com os Stones, solo e em outras parcerias, também se aventurou nas telonas e protagonizou o pai do (Capitain!) Jack Sparrow em dois filmes da franquia Piratas do Caribe. E alguém duvida que ele - Richards - curtiu a vida adoidado?

- Mercúrio está na Casa II (grana) do mapa e dispõe a Casa XI (grana que vem pelo seu próprio trabalho) e a Casa VIII (grana que vem pelos outros - os fãs).

E quem é Mercúrio? É o duas-caras da Astrologia: extremamente mutável, assume as características de quem estiver junto. E está em mútua recepção com o Grande Maléfico (Saturno, retrógrado, de Casa VIII), com quem conversa bem (ambos tem as Qualidades Primitivas Frio e Seco). A expressão dessa inconstância ou dualidade, com toques de problemas (Saturno), pode ser vista no muito ganho e muito gasto que a carreira trouxe a Keith; na amizade-desencontro com Jagger; na alternância entre loucuras - tipo cheirar (ou desejar ter cheirado) as cinzas do pai cremado - e amenidades impensáveis para o estereótipo sexo-drogas-rock'n'roll, como escrever livro infantil (afinal, vovô Keith tem cinco netinhos).

Famoso por enfiar o pé na jaca e continuar vivo - pelo tanto que bebeu, tomou, fumou e cheirou , e também por acidentes como cair de uma árvore e precisar de cirurgia no cérebro -, como vemos a condição física de Keith? O Ascendente fala do corpo físico; seu regente, Marte está angular (forte) na Casa VII, embora retrógrado; também está em conjunção com a estrela fixa Aldebaran - que favorece o nato, mas pede que este tenha cuidado - e disposto por aquele Mercúrio conjunto a Vega. O Grande Benéfico, que está na Casa X (angular, forte) e na sua própria triplicidade (forte) em mútua recepção com o Sol em Sagitário, ajuda a dar força para resistir aos desmandos de Keith.

Qual música melhor representa o trabalho de Richards nos Stones? Seus riffs em Gimme Shelter, Harlem Shuffle e Jumpin' Jack Flash são marcantes, mas (I Can't Get No) Satisfaction (https://www.youtube.com/watch?v=NEjkftp7J7I) é que mais nos lembra que a alma dos Stones está naquela guitarra inconfundível.

Gratidão pela companhia, e até o próximo post!

Cao.